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Ciberataques: Kiev fala em “pista russa”

Um conjunto de ciberataques, do mesmo género registado em maio passado, com o vírus conhecido como WannaCry, afectou várias multinacionais e serviços na Europa e nos Estados Unidos, depois de registadas várias ocorrências na Rússia e na Ucrânia.

Especialistas em segurança informática e digital dizem que se trata do vírus Petrwarp, uma versão modificada do Petya, utilizado num ataque levado a cabo também em 2016.

Terça-feira à tarde, o ataque fez com que a petrolífera russa Rosneft se visse obrigada a utilizar servidores alternativos. A central nuclear ucraniana de Chernobyl empregou métodos definidos como “manuais” na gestão dos níveis de radioactividade.

Ataque “sem precedentes” na Ucrânia

Volodymyr Groïsman, o primeiro-ministro ucraniano, falou num ataque “sem precedentes” no país. Explicou que vários bancos passaram por dificuldades, assim como o metro de Kiev e o aeroporto internacional da capital.

O ataque com um software maligno causou ainda perturbações na dinamarquesa Maersk e chegou mesmo a provocar cortes de corrente nas alimentares Lu e Oreo.

A norte-americana Microsoft diz que os ataques podem ser levados a cabo de diversas formas, aproveitando, por exemplo, uma falha no sistema Windows, que o grupo afirma já ter corrigido.

As empresas alvo deste último ciberataque dizem que o vírus faz com que surja, nos ecrãs, um pedido de resgate de 300 dólares em moeda virtual.

Suspeitas por confirmar

O vírus WannaCry afectou milhares de computadores no mundo todo, chegando mesmo a paralisar o sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês) do Reino Unido, assim como fábricas da francesa Renault.

A norte-americana Symantec lançou então suspeitas sobre um grupo de piratas informáticos do grupo Lazarus, suspeitos de ligações à Coreia do Norte.

Neste caso, as autoridades ucranianas dizem que este “ciberataque em massa” levam até o que definiram como “uma pista russa”, ainda que o país em causa também tenha sido atingido. (Euronews)

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