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Biocom prevê aumento da produção de açúcar em 15 porcento

A produção de açúcar da Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) na campanha 2017/2018 pode atingir 62 mil e 947 toneladas, estimando-se um crescimento de 15 porcento em relação ao ano passado, quando foram produzidas 52 mil toneladas do produto.

Para atingir a meta de produção, serão processadas este ano na Unidade agro-industrial da empresa, em Cacuso (Malanje), 601 mil toneladas de cana-de-açúcar, colhidas numa área de 12 mil e 600 hectares, enquanto 2016 a moagem foi de 510 mil toneladas de cana-açúcar e a área de colheita foi de 9.272 hectares.

Segundo o director-geral adjunto da Empresa, Luís Bagorro Júnior, que falava hoje, terça-feira à imprensa sobre a safra 2017/2018, que começa a 29 deste mês, sublinhou que para além do açúcar, a Biocom vai produzir, nesta safra, 15.278 metros cúbicos de etanol, contra 14.263 do ano passado, e exportar 200 mil megawatts de energia eléctrica (em 2016 a exportação de energia foi de 57 MW).

Disse que a empresa está a trabalhar no sentido de satisfazer as necessidades do mercado, criando programas e projectos que possam responder a procura do mercado. “É caro pagar um expatriado.

Estamos a trabalhar seriamente, temos um programa de desenvolvimento individual (PDI) que cada expatriado que está na Biocom tem que preparar um nacional para o substituir. Na direcção fizemos um acompanhamento para ver se a pessoa está a ter um desempenho real para o substituir, até que surgiu a crise operamos uma substituição de 30 expatriados para nacionais”, adiantou.

Referiu que a participação de expatriados na safra de 2016/2017 reduziu, tendo em conta que actualmente a mão-de-obra da Biocom é constituída por 93 porcento de trabalhadores angolanos.

Os motivos do aumento do volume de produção estão na contínua expansão do plantio e nos ganhos de produtividade obtidos a cada ano, tanto na área agrícola quanto na indústria.

A empresa caminha para atingir as metas de produção fixadas para a fase de maturidade do projecto, na safra 2020/2021, onde serão produzidos 256 mil toneladas de açúcar, 33 mil m3 de etanol anidro e 235 mil megawatts de energia eléctrica.

De acordo com as previsões do plano de negócios da agro-indústria, a partir da maturidade do primeiro estágio do projecto, a produção anual de açúcar será de 256 mil toneladas, o que equivale cerca de 60 porcento de todo consumo do produto no país.

A Biocom é a primeira empresa do país a produzir e a comercializar açúcar, etanol e energia eléctrica a partir da biomassa, tendo como principal destinatário os pequenos, médios e grandes grossistas do mercado angolano. Se em 2015 obteve uma produção de 24 mil e 770 toneladas de açúcar, 10 mil e 243 metros cúbicos de etanol e gerou 42 mil megawatts de energia eléctrica.

No ano seguinte (2016) a Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), com esforços e dedicação dos seus dois mil e 200 trabalhadores, juntou-se à estratégia do Governo, de aumento da produção interna para a redução das importações, ao atingir a marca de 51 mil e 514 toneladas de açúcar na safra 2016/2017, superando a meta estabelecida de 47 mil toneladas deste produto da cesta básica. (ANGOP)

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