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Analista defende tolerância e respeito no processo eleitoral

A necessidade da prática dos valores da tolerância, da harmonia, do respeito pelas diferenças e da cidadania, para o êxito das eleições gerais e consolidação da democracia no país, foi defendida hoje (segunda-feira), em Luanda, pelo analista político Wilton Micolo.

O analista político falou à Angop sobre a campanha de educação cívica eleitoral, realizada no quadro das eleições gerais de 23 de Agosto próximo, em que concorrem cinco partidos políticos e uma coligação eleitoral.

Disse que a campanha de educação cívica eleitoral não deve ser exclusivamente da responsabilidade da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), mas sim de todos os intervenientes no processo, contribuindo, ali onde forem chamados, com muita responsabilidade, tacto e maturidade política.

“É preciso que os líderes partidários e políticos, de um modo geral, consolidem nas suas agendas de campanhas esse princípio da educação cívica, com o fim de afastar o rastilho da intolerância política, as faltas de respeito pelo órgão a quem compete a responsabilidade de dirigir o processo”, aferiu.

Para Wilton Micolo, os partidários devem desempenhar um papel activo nesta fase, apoiando, como for possível, os agentes de educação cívica mandatados pela CNE, facilitando os acessos aos bairros, comunas, entre outros lugares onde habitam cidadãos que vão participar nas eleições gerais de Agosto.

Considerou fundamental dar confiança na instituição e apoiá-la, no sentido de torná-la, cada vez, melhor na prestação de serviços públicos, porquanto o ideal de que o processo decorre de forma harmoniosa e justa, não é exclusivo da CNE, mas sim de todos os intervenientes.

Por isso, disse ainda o analista, todos devem transmitir mensagens de cidadania, de respeito pelo outro, pelas instituições e de tolerância política, reforçando assim a democracia e participando no culminar do processo eleitoral, com o voto de forma livre e responsável.

“Hoje, o cidadão vê-se como um elemento que tem mais um conjunto de direitos que precisam ser atendidos e não propriamente como uma parte importante da estrutura social em si, com deveres que também devem ser cumpridos. Então, é aqui onde deve residir o foco das tarefas desenvolvidas pela educação para a cidadania, da educação a favor da ética e do respeito pelos valores que norteiam este país”, explicou.

Defendeu que a campanha de educação cívica tem como objectivo central transmitir uma mensagem de responsabilidade, no sentido dos cidadãos participarem efectivamente em todo o processo.

Aferiu que, fruto da sensibilização, os cidadãos poderão de forma consciente, tolerante e democrática dirigirem-se às assembleias de voto e exercerem um dos seus direitos fundamentais.

Argumentou que os angolanos encontram-se numa fase derradeira do processo eleitoral, na medida em que os intervenientes no processo buscam, cada vez mais e de forma acirrada, o voto, convencendo o cidadão de que é o melhor para Angola.

Por isso, deve-se, nesta altura, garantir que as pessoas respeitem as diferenças e, acima de tudo, os valores de cidadania. (ANGOP)

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