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Especialista defende reestruturação do sector da saúde

PROFESSOR TITULAR DA UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO - CARLOS MARIANO (FOTO: FRANCISCO MIUDO / ARQUIVO)

Com vista a cumprir com as metas preconizadas no programa de governação do MPLA para o período 2017/2022 no concernente ao sector da saúde é necessário que os seus serviços sejam reestruturados em todos os níveis.

Esta posição foi defendida pelo professor titular da faculdade de medicina da Universidade Agostinho Neto, Carlos Mariano, em entrevista à Angop, a propósito do programa de governação e manifesto eleitoral do MPLA apresentado recentemente pela direcção do partido no poder em Angola.

Para o interlocutor, o sector da saúde não deve simplesmente absorver recursos financeiros do Estado, mas colocar os mesmos ao serviço das populações, visando um melhor atendimento as comunidades.

Na opinião do académico, os hospitais devem se preparar convenientemente para poderem responder as chamadas patologias sanzonais, criando para o efeito serviços especializados em várias doenças, como a malária, a cólera, diarreias agudas, respiratórias, entre outras.

“O combate as doenças infecciosas deve continuar através de constantes campanhas de vacinação, assim como as que não são passíveis de se prevenir, sendo necessário encontrar formas acertadas de se evitar e, os casos que surjam sejam atendidos em instituições sanitárias de primeiro nível (municipal), do segundo nível (provincial) e do terceiro nível (nacional)”, realçou.

Defendeu a organização das instituições sanitárias de forma a que estejam habilitadas para corresponder com eficácia e eficiência a procura de cuidados de saúde da população, criando para o efeito serviços que tenham em consideração a actual situação epidemiológica do país.

Explicou que ao invés de se ter um serviço genericamente designado de “medicina geral” será mais eficaz a criação de serviços que atendem simplesmente acidentes cardiovasculares, visando ter capacidades excelentes para responder a demanda.

“O ideal no sector da saúde é que as pessoas não fossem surpreendidas com o surgimento de patologias desde o nível ministerial até ao municipal, considerando que o nosso país ter apenas duas estações (tempo chuvoso e cacimbo), e tendo em conta que as doenças variam em função das condições climatéricas“, acrescentou.

Disse que as enchentes que se verificam em algumas instituições sanitárias não deviam surpreender o pessoal médico, porque não é a primeira vez que este facto ocorre, por essa razão a estrutura tem de estar preparada de forma a precaver que em determinado período do ano haverá uma maior procura por parte dos cidadãos.

O programa de governação do MPLA para o sector da saúde apresenta como metas, aumentar em cinco anos a esperança de vida à nascença, elevando-a para 65 anos, elevar o índice de desenvolvimento humano (Nações Unidas) de 0,533 para 0,60, reduzir a taxa de mortalidade infantil de 44 para 35 por mil nados-vivos, reduzir a taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos, de 68 para 50 por mil nado-vivos e, elevar de 49,6 porcento para 65 porcento a taxa de mulheres assistidas no parto por pessoal de saúde qualificado. (ANGOP)

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