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Diplomatas avaliam situação dos refugiados da RDC em Angola

Representantes diplomáticos acreditados no país, dos Estados Unidos da América, Japão, União Europeia, Alemanha, França, Portugal, Espanha e Países Bálticos, avaliaram terça-feira, no Dundo, a situação dos mais de 31 mil refugiados congoleses democráticos acolhidos desde Março na província da Lunda Norte.

Em audiência com o governador Ernesto Muangala, após terem visitado os centros de acolhimento provisórios da Cacanda e Mussungue, os diplomatas receberam informações a respeito do atendimento primário em víveres, quites de instalação e socorros aos sinistrados congoleses através do Ministério da Defesa Nacional.

Ainda assim, ressaltou a necessidade de apoio dos países ora representados, para contrapor a situação que continua crescente com a entrada de trezentas pessoas, em média por dia, devido o recrudescimento do conflito político-tribal no Cassai e Cassai Central, duas das cinco províncias congolesas com mais de 29 milhões de habitantes.

Durante o encontro, o governador deu a conhecer ter havido, neste mesmo dia, um encontro com a representante do Alto Comissário das Nações Unidades para os Refugiados (Acnur) em Angola, Pierrine Aylara, antecedido de um outro com o Oficial dos Direitos Humanos deste organismo internacional, Kieren Duarte Costa, durante os quais foi abordada a transferência dos mesmos até Agosto para a localidade do Lóvua.

Detalhou que é um projecto partilhado com as autoridades angolanas para conferir condições de instalação e segurança adequadas já que as de sanidade e assistência alimentar encontram-se priorizadas.

Sublinhou o facto de notar-se convivência pacífica entre os desavindos congoleses nos dois centros de acolhimento.

Por seu turno, o porta-voz da comitiva diplomática e Ministro Conselheiro da Embaixada da França em Angola, Francois Sow, garantiu que o assunto merecerá a atenção dos países representados, tendo admitido haver um “esforço extraordinário” da parte angolana no tratamento da situação.

A concluir, o governador da Lunda Norte reiterou a proposta da criação de condições em áreas livres de conflito para acolhimento destes cidadãos deslocados, no próprio país, de modo a propiciar também no aproveitamento daqueles que laboram na função pública.

A província da Lunda Norte partilha 770 quilómetros com a República Democrática do Congo (RDC). (ANGOP)

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