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Lunda Sul: Governadora defende reforço da vigilância epidemiológica

A governadora provincial da Lunda-Sul, Cândida Narciso, realçou quarta-feira, nesta cidade, o reforço urgente da vigilância epidemiológica com unidades de rastreio em todos os municípios, bem como a preparação de áreas de tratamento para atender eventuais casos de cólera na região.

A dirigente realçou tal necessidade ao falar na abertura da 1ª reunião da comissão provincial do combate à cólera, que apresentou a proposta do plano para o controlo de epidemia na província.

Cândida Narciso declarou que o desastre de uma epidemia de cólera é sempre latente, atendendo a situação do débil abastecimento de água potável e o saneamento básico do meio, o que constitui um desafio que deve ser vencido de forma inteligente.

Aferiu que para dar resposta à epidemia, o Ministério da Saúde apresentou o plano nacional elaborado em colaboração com o sector da Energia e Águas, que visa definir as principais intervenções e recursos necessários para a sua materialização, para permitir que os diferentes sectores do Estado e a comunidade identifiquem as principais áreas de intervenção.

Apontou como principal causa da doença, a falta de água potável e o saneamento do meio.

Lembrou que os últimos relatórios emitidos pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais sobre a situação em Angola, confirmam que a bactéria da epidemia da cólera já chegou em três das 18 províncias do país, com inúmeros casos de infecção, provocando sete mortes.

De acordo com a dirigente, apesar do numero de novos casos de cólera estar a reduzir, de forma considerável nas provincial afectadas, (Zaire, Cabinda e Luanda), a situação continua a constituir preocupação para o Executivo, pois a incidência de novos casos poderão arrastar-se para o resto do país se não forem tomadas as medidas preventivas adequadas para a contenção da doença.

Fez saber que a cólera pode ser facilmente tratada e prevenida, se as comunidades tiverem acesso a informação, de que devem apenas beber água fervida ou desinfectada, bem como evitar comer alimentos cruz não desinfectados ou mal cozidos.

A fonte fez saber ainda que na Lunda Sul a água canalizada ainda não chegou a todas as famílias, por falta de infraestruturas apropriadas e pelo facto de muitas comunidades terem ainda deficiente acesso ao saneamento básico.

Para si, o eventual surgimento de um surto poderá ser bastante difícil de controlar, por se desconhecer a qualidade do líquido que é consumido pelas populações mais vulneráveis e a inexistência de informação das medidas para evitar a doença.

Adiantou que apesar da intervenção dos profissionais de saúde e a presença da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras nacionais e internacionais, não estará garantido o tratamento atempado de todos os casos em situação da epidemia grave, fruto do rápido alastramento da doença.

A comissão provincial de combate à cólera é constituída pelos sectores da Saúde, Educação, Energia e Águas, Ordenamento do Território, igrejas, Protecção Civil e Bombeiros e administração municipal. (Angop)

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