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Suspensos protestos de empresários da diversão em Lisboa

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Os protestos dos empresários da diversão itinerante marcados para os próximos dias em Lisboa foram suspensos por tempo indeterminado, adiantou hoje à agência Lusa o presidente da associação de proprietários de equipamentos.

“Nós suspendemos o protesto porque decidimos rumar à Póvoa de Lanhoso [distrito de Braga] para dar apoio aos empresários que estão muito revoltados com o senhor presidente da Câmara, que, uma vez que não foram instalados carrosséis nas festas, decidiu contratar insufláveis”, explicou o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED).

Luís Paulo Fernandes indicou que a edição 2017 das Festas Concelhias de Póvoa de Lanhoso “não vai ter carrosséis”, porque a câmara “não quis” ajudar os empresários a pagar as taxas.

Segundo o presidente da associação, a APED decidiu acionar um fundo monetário que tem no banco para “ressarcir” os seus associados dos prejuízos decorrentes da ausência nas festas.

“Por isso, decidimos suspender o protesto em Lisboa e rumar à Póvoa de Lanhoso para dar apoio aos empresários e tentar acalmar os ânimos”, disse.

Luís Paulo Fernandes referiu ainda que decidiram também suspender a concentração em Lisboa porque durante o protesto que decorreu na quinta-feira foram recebidos por assessores do primeiro-ministro, António Costa.

“Transmitimos as nossas reivindicações aos assessores do primeiro-ministro e ficamos agora a aguardar respostas”, disse.

Na quinta-feira, cerca de meia centena de empresários da diversão itinerante estiveram concentrados junto à Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, num protesto para reivindicar medidas de apoio ao setor e que incluiu concentrações noutros locais da capital.

As iniciativas de protesto agendadas, que incluem manifestações, marchas lentas e desfiles, deveriam decorrer até 25 de março, mas estão agora suspensas.

Para hoje estavam previstas concentrações junto ao parlamento, às sedes dos partidos com assento parlamentar e aos ministérios das Finanças e da Administração Interna. (Sapo 24)

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