Luanda e Huíla lideram lista de suicídios em Angola

As províncias de Luanda e da Huíla lideram o ranking de suicídios a nível do país, revela um estudo realizado por quatro psicólogas e compilado em um livro lançado, quinta-feira, em Luanda, com o titulo Suicídio em Angola.

A publicação visa o reforço da prevenção tendo em conta futuros programas do fórum educativo, com vista a ajudar a sociedade a perceber todos os sinais indicadores de suicídio que um membro da família possa evidenciar.

O estudo avança que nos últimos 10 anos a taxa de tentativa de suicídio e de suicídio consumado a nível do país com referência para as províncias como Luanda, Huambo e Huíla, têm aumentado consideravelmente.

Quanto às maneiras mais comuns de cometimento do crime, destaque recaem para asfixia por enforcamento, afogamento e uso de arma de fogo.

O estudo indica ainda que os indivíduos solteiros ocupam 75 porcento dos casos de suicídio, sendo 80 porcento cometidos por cidadãos sem ocupação.

Em entrevista à Angop, a co-autora do livro Edite Neves referiu que o aumento dos níveis de suicídio a nível do país foi o grande motivo para a realização e publicacão do estudo.

Informou que os dados foram recolhidos através da comunicação social e dos comandos provinciais através do GEA”, disse.

Edite Neves falou ainda que em Angola os casos de suicídio incidem mais nos individuos do sexo masculino, numa prevalência dos 20 aos 35, a maioria solteiros e desempregados.

No que se refere aos motivos foram apontadas os problemas do fórum conjugal, desemprego, situações sociais, acusação de feitiçaria e doenças psicótica na família.

Rosaria Neto, co-autora do livro, indicou que o estudo teve uma duração de quatro anos e inclui dados referente a 2014 e 2015 em várias províncias do país.

“ Os pontos de grande relevância na publicação foram os sintomas que a nossa população têm vivenciado quanto a questão psico-patológicas, percebemos a existência de níveis alto de depressões e o quadro de stress muito significativo a nível da sociedade”, referiu.

Fausta da Conceição coordenadora do projecto, considerou que os casos de suicídio acontecem com maior frequência na classe social média-baixa, tendo em conta os factores económicos, psicológico e social.

Por outro lado, a coordenadora afirmou ainda que são igualmente registados casos de suicídio na classe alta, onde os envolvidos são pessoas com status elevados e quando sentem a diminuição deste status, enveredam para o suicídio.

O acto de lançamento, que ocorreu nas antigas instalações da Aviação e Trânsito, contou com presença da Comissária Elisabeth Rank Frank “Beth”, oficiais superiores e subalternos. (Angop)

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