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Namibe: Governo prosseguirá medidas para mitigar efeitos da seca em 2017

Namibe: cerimonia de cumprimento de fim de ano no Namibe (Foto: Frederico Herculano)

O governo da província do Namibe vai adoptar medidas que visam mitigar os efeitos da seca e da fome no interior desta parcela do território, no próximo ano, com a reabilitação de chimpacas e furos de água para que a população possa praticar de forma regular a agricultura e a pecuária.

Esta informação foi dada neste último sábado pelo governador da província do Namibe, Rui Falcão, na cerimónia de cumprimento de fim de ano, que contou com a presença de membros do governo, entidades eclesiástica, tradicionais, deputados, partidos políticos, empresários e representantes da sociedade civil.

No seu discurso, o governador disse a seca e as suas consequências continuam a ser dos maiores desafios do seu pelouro, e para tal tem sido permanente a atenção e esforço que visam mitigar os seus efeitos e proporcionar às pessoas melhores condições de vida.

“A estratégia adoptada pelo governo do Namibe e aprovado pelo Titular do Poder Executivo, o engenheiro José Eduardo dos Santos, tem vindo a surtir efeitos desejados e com realismo assente em dados publicados por organizações da comunidade internacional, pelo que podemos dizer que a nossa realidade tem vindo a melhorar de forma sustentada e coerente”, sublinhou.

Considera necessário persistir para que se possa resitir a todos os tipos de dificuldades que poderão ser encontradas pela frente.

Rui Falcão afirmou que o governo continua na áreas rurais com o processo de recuperação de chimpacas, proporcionando às populações um maior volume de água para o seu consumo, abeberamento do gado e para a produção agrícola, visando romper o ciclo vicioso da emergência e melhora a qualidade de vida das pessoas.

Para solução do problema da seca nesta região o governo tem vindo ainda apostar no sector agrícola com o apoio directo as famílias camponesas e apoio aos 15 pólos de desenvolvimento implantados a nível dos cinco municípios, Moçamedes, Virei, Bibala, Tômbwa e Camucuio com o envolvimento de centenas de famílias.

Apontou a estiagem e a consequente baixa sazonal dos lençóis freáticos como sendo as maiores dificuldades registadas no processo produtivo, mas ainda assim muitas famílias continuam empenhadas para eliminar a fome a que estavam votadas e produzir riquezas para o seu bem-estar.

“ A alegria e o espírito competitivo com que as populações continuam a encarar a produção, dão-nos garantias de estarmos no rumo certo e a convicção de que a pobreza extrema tem dias contados na nossa terra”, referiu.

Acha ser é preciso persistir, continuando a trabalhar com o mesmo afinco para que se possa alargar cada vez mais os nossos projectos, aumentando o número de famílias enquadradas e definitivamente acabar com as franjas da população que ainda vive em condições de pobreza extrema.

No seu discurso, o governante, lamentou o facto deste ultimo ciclo produtivo, a província em algumas áreas 8 Tumbalunda, Carujamba e Inamangando) terem sido afectadas com a praga denominada “ Tuta Absoluta” que destrui varias dezenas de hectares de hortícolas, fundamentalmente do tomate, tendo garantido que os técnicos da agricultura já identificaram a origem e estão a trabalhar para debela-la e recuperar os solos afectados. (Angop)

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