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Batalha por Raqqa: Turquia quer YPG longe da fronteira e curdos rejeitam turcos na ofensiva

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Está em marcha a operação “Cólera do Eufrates”, a ofensiva militar contra a presença do grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (“Daesh”/ ISIL) em Raqqa, no norte da Síria. Ao mesmo tempo, os responsáveis militares de Estados Unidos e Turquia debateram a luta ao terrorismo e o papel dos curdos na ofensiva.

Em coordenação com a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, a operação arrancou sábado e foi anunciada este domingo pelas Forças Democráticas da Síria (SDF), um movimento militar multiétnico congregando curdos, árabes, assírios, turcomanos e circassianos.

Tal como na operação iniciada há três semanas em Mossul, no norte do Iraque, o objetivo é reconquistar Raqqa e arrasar os “jihadistas.”
Estados Unidos e Turquia debatem ofensivas e papel dos curdos

A cerca de 700 quilómetros a noroeste de Raqqa, decorreu, entretanto, em Ancara, na Turquia, uma reunião entre o chefe do Estado Maior do exército norte-americano, o general Joseph Dunford, e o homólogo turco, Hulusko Akar.

Em cima da mesa estiveram as ofensivas militares em curso contra o Estado Islâmico, em Mossul e Raqqa, assim como a presença das milícias curdas YPG na reconquista da cidade iraquiana, o que não agrada à Turquia, por considerar este grupo afiliado dos terroristas PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão turco.

Ancara pretende afastar as YPG da fronteira, expulsando-as da cidade síria de Manbij, situada 80 quilómetros a sul de Gaziantepe, no sul da Turquia, para leste do rio Eufrates.

Por outro lado, fonte das Forças Democráticas Sírias garantiu à AFP haver um acordo com a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos para que a Turquia não participe na batalha por Raqqa, a cidade síria tomada há três anos pelo “Daesh” e tornada capital de fato do grupo terrorista.

O Observatório da Rebelião Síria adiantou, entretanto, que o envolvimento das milícias curdas YPG irá diminuir de forma progressiva à medida que as SDF avançarem para a província de Raqqa. “Os árabes assumem a liderança depois disso”, lê-se no Twitter partilhado em cima.

A agência de notícias curda Rudaw cita o representante especial dos Estados Unidos na coligação internacional, Brett McGurk, a defender “uma força militar na retomada de Raqqa baseada em povos locais, árabes da região”. “Para isso, teinámos muitos destes combatentes e esta força vai continuar a crescer à medida que avançarmos para as fases seguintes desta campanha”, terá dito Brett McGurk aos jornbalistas, este domingo, na Jordânia. (Euronews)

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