Maior inserção do MPLA na sociedade requer mais inclusão institucional

Na fase actual do desenvolvimento de Angola, uma maior inserção do MPLA na sociedade deve passar pelo aprofundamento dos níveis de inclusão das instituições políticas, económicas e sociais do país.

Esta afirmação é do vice-presidente do MPLA, João Lourenço, quando discursava no Encontro Alargado entre o MPLA e as Entidades Religiosas Reconhecidas em Angola, realizado hoje, quinta-feira, em Luanda, na presença de mais de dois mil e 500 cidadãos.

De acordo com o político, as igrejas são parte integrante da sociedade civil e portadoras de soluções para os problemas que afligem o povo, merecem o respeito e o reconhecimento do MPLA, pelo papel relevante que desempenham na formação do homem enquanto ser humano, na sua educação e formação, na resolução dos problemas sociais das comunidades.

“Primamos sempre pelo estabelecimento e manutenção de boas relações com as igrejas, enquanto importantes veículos de promoção dos valores morais, éticos e espirituais, na educação da pessoa humana e na formação de bons cidadãos, para juntos construirmos uma sociedade melhor, que luta pelos valores mais nobres, pela paz e justiça social”, realçou.

João Lourenço frisou que o esforço das relações harmoniosas com este segmento da sociedade merece uma atenção e constitui um dos grandes desafios do MPLA enquanto força dirigente do Estado angolano.

Salientou que o MPLA reconhece o papel crucial que a comunidade religiosa angolana tem vindo a desempenhar nos vários domínios da vida social, com realce no resgate dos valores sociais, morais e cívicos, na moralização da sociedade civil e na defesa dos interesses mais nobres do Estado.

Frisou que a Constituição da República de Angola preconiza um Estado laico que reconhece e garante a liberdade de consciência, de crença e de culto dos cidadãos. Nesta base e no interesse da melhoria da sociedade, com o propósito de a tornar mais justa, fraterna e harmoniosa, as instituições religiosas juridicamente reconhecidas, são chamadas a dar o seu contributo à consolidação da paz, à pacificação dos espíritos e à moralização da sociedade.

Disse que o partido conta com a Igreja como parceiro social do Estado, na luta contra a tráfico e consumo de droga pela juventude, contra a prostituição, contra a discriminação, abuso sexual e violação da mulher.

Participaram no encontro, além de fiéis de 45 igrejas reconhecidas pelo Estado angolano e plataformas ecuménicas, membros do secretariado do Bureau Político do MPLA, da comissão executiva do Comité Provincial do partido em Luanda, os ministros da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura, respectivamente Rui Mangueira e Carolina Cerqueira, assim como o secretário de Estado do Interior. (Angop)

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