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Washington não reconhecerá resultados das eleições na Crimeia

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Os EUA não têm a intenção de reconhecer a legitimidade e os resultados das eleições parlamentares a realizar na Crimeia, se diz em um comunicado do Departamento de Estado. No entanto, as eleições acontecerão, independentemente da reacção de Kiev e dos países ocidentais.

“A nossa posição em relação à Crimeia, é clara: a península continua a ser parte integrante da Ucrânia”, diz um comunicado divulgado no site do departamento americano.

Representantes do Departamento de Estado também destacaram que as sanções contra a Rússia, impostas devido à situação na Crimeia, permanecerão em vigor até que a soberania sobre a península não será restituída à Ucrânia.

A Crimeia se tornou novamente uma região russa após o referendo realizado em 2014 na sequência da tensão política na Ucrânia. A favor da reunificação com a Rússia votaram mais de 95% dos moradores da península.

O assunto das eleições não se discute

Mais cedo, o presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko falou contra a organização da votação no restante território da Ucrânia (permitindo que cidadãos russos residentes no país vizinho exerçam o direito de voto). Kiev avançou duas condições para autorizar a votação: Moscovo teria de cancelar a realização das eleições na Crimeia e excluir os candidatos representantes desta região.

No entanto, as “tentativas de ultimato” de Kiev não impressionaram a chancelaria russa. “No que diz respeito às tentativas das autoridades de Kiev de apresentar ultimatos à Rússia, elas são risíveis. A Crimeia é parte integrante da Rússia”, respondeu o Ministério do Exterior russo.

De acordo com o vice-primeiro-ministro do governo da Crimeia Ruslan Balbek, as eleições parlamentares no território da Crimeia serão realizadas, apesar de todos os ultimatos da parte ucraniana.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse que a Rússia não tem a intenção de discutir os processos eleitorais em seu território, com qualquer país.

“Responder adequadamente a Kiev”

De acordo com o cientista político Aleksandr Formanchuk, residente na Crimeia, estas eleições são muito importantes para os moradores da península, porque elas são determinantes para o seu futuro: a Crimeia está terminando o processo da integração nas instituições governamentais da Rússia.

Ao mesmo tempo, a reacção dos países ocidentais à realização das eleições russas na península é previsível para a maioria dos observadores.

“Os Estados Unidos e depois o Reino Unido declararão que não reconhecem esta escolha, provavelmente as organizações europeias se juntarão a eles, mas a tudo isso será dada uma resposta clara: as eleições são um assunto interno da Rússia e o país não precisa de aprovação ou de avaliação por parte de países estrangeiros”, afirmou outro analista político da Crimeia, Vladimir Dzharalla. (Sputnik)

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