Angola e EUA analisam parceria no sector energético

As delegações dos Estados Unidos e de Angola passaram em revista nesta segunda-feira os progressos feitos na relação bilateral no sector da energia desde o anterior encontro estratégico, realizado em Agosto de 2011.

Esta análise foi feita no decorrer da terceira sessão sobre o diálogo de energia entre Angola e os EUA realizada em Washington, D.C.

Os grupos técnicos de trabalho que integraram peritos dos ministérios dos Petróleos, Energia e Águas e os respectivos parceiros americanos, reuniram-se para passar em revista a parceria existente no sector energético entre ambos os países.

Em separado, os grupos de peritos das áreas discutiram a necessidade de mudanças na regulamentação no sector da energia, bem como a importância de criar um favorável clima de negócios para atrair mais investimento privado em Angola.

Outros tópicos incluíram a segurança operacional do sector de petróleo e gás, os impactos ambientais das instalações de petróleo e gás, distribuição, comercialização e transporte no sector dos petróleos, o quadro regulador do sector de energia para as energias renováveis, formas de atrair investimentos e financiamento e capacitação de quadros para o sector.

O fórum ministerial que encerrou o diálogo entre ambas as partes, realizou-se igualmente nesta segunda-feira no Departamento de Estado dos EUA e nele participou a delegação inter-ministerial angolana chefiada por José Maria Botelho de Vasconcelos, ministro dos Petróleos que integrou João Baptista Borges, ministro da Energia e Águas, Ângela Bragança, secretária de Estado para a Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e Teodolinda Coelho, directora da Direcção América do Ministério das Relações Exteriores .

A parte americana foi conduzida por Amos J Hochstein, enviado especial e coordenador para Assuntos Internacionais de Energia do Bureau de Recursos Energéticos no Departamento de Estado americano coadjuvado por Thimothy Smith, secretário-assistente de Energia de Energia Fóssil, para além de representantes do Departamento de Energia e da USAID.

Na ocasião o ministro angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, informou sobre as medidas que o país tem estado a implementar no sector que dirige para fazer face ao momento actual, nomeadamente, manter a sustentabilidade no sector petrolífero, desenvolver as fileiras do gás, pratica da tolerância e flexibilidade contratual, pequenas cobertas e campos marginais.

Em contrapartida João Baptista Borges, ministro da Energia e Águas ao fazer um balanço positivo da parceria entre Angola e os EUA, apontou as novas fontes renováveis de energia, o financiamento, a formação de quadros e técnicos do sector, maior atracção de investimento privado, a integração do sector privado e a elaboração de dois projectos hidrícos como elementos relevantes dentro do leque das necessidades do sector.

João Baptista Borges mencionou a Iniciativa “Power África” como sendo um instrumento muito importante a ser levado em consideração no que diz respeito à expansão da electrificação em Angola em termos de assistência e apoio, assim como a implementação de pequenos projectos em estudo de menor consumo e custo.

As partes concordaram que uma perspectiva para a realização de encontros regulares do género deve ser estabelecida entre os dois países, a fim de que se possa avaliar melhor os pressupostos da parceria, bem como inserir áreas estratégicas de interesse mútuo, no contexto do diálogo em vigor.

As delegações dos Estados Unidos e de Angola reafirmaram o seu compromisso conjunto para este importante domínio de cooperação e de interesse mútuo.

À margem da sessão do diálogo sobre energia, durante a sua estadia de 48 horas na capital federal americana, os titulares das pastas dos Petróleos e da Energia e Águas, mantiveram um encontro com o secretário americano da Energia, Ernest Moniz, no qual participou igualmente Agostinho Tavares, embaixador de Angola nos EUA e Helen La Lime, embaixadora dos EUA em Angola onde ambas as partes passaram em revista questões de interesse mútuo relativas ao sector energético. (ANGOP)

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