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Agora Trump diz que Obama é o “fundador do ISIS”

O controverso candidato republicano não passa mais de 24 horas sem tentar provocar uma nova polémica. Desta vez Donald Trump acusou o presidente Barack Obama de ser o “fundador do ISIS”.

Mexicanos, muçulmanos, um jornalista portador de deficiência, os pais de um soldado norte-americano morto no Iraque, a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton. O que é que têm em comum? Já todos foram alvo, em determinado momento, de declarações jocosas ou ofensivas por parte de Donald Trump, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos.

Agora foi a vez de o ainda presidente norte-americano, Barack Obama, ser o alvo de Trump. O magnata nova-iorquino do imobiliário acusou Obama ser o “fundador do ISIS”, acrónimo que significa Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

“Ele é o fundador do ISIS. Ele fundou o ISIS. E, diria ainda que a desonesta Hillary Clinton terá sido a co-fundadora”, prosseguiu Trump numa aparente alusão à política externa norte-americana no Médio Oriente durante a primeira administração Obama, durante a qual a candidata presidencial democrata foi a chefe da diplomacia norte-americana.

Na semana passada, Trump já tinha dito que Hillary devia “receber uma medalha deles (EI) enquanto fundadora do ISIS”.A expansão do autodenominado Estado Islâmico (EI) deu-se a partir do momento em que, em 2011, explodiu a guerra civil na Síria. O vazio de poder na Síria bem como as enormes divisões no Iraque propiciaram terreno fértil ao crescimento e implantação no terreno do EI.

Numa acção de campanha realizada na noite da passada quarta-feira em Sunrise, no Estado da Flórida, Donald Trump voltou à carga contra o presidente em exercício afirmando que “o ISIS venera o presidente Obama”. Referindo-se sempre ao presidente pelo seu nome completo de Barack Hussein Obama, Trump insistiu nas insinuações de que o Obama é muçulmano e que nasceu no Quénia. As afirmações de Trump ignoram o facto de Obama ter, comprovadamente, nascido o Hawai.

Apesar de ter liderado as sondagens até à convenção democrata de Filadélfia, Donald Trump tem vindo a cair sistematicamente nas intenções de voto, o que parece indicar que a estratégia de escalada de polémica em polémica já não está a surtir o efeito desejado.

Na terça-feira Trump incitou os defensores do uso e porte de arma – “a malta da segunda emenda” – a mobilizarem-se contra Clinton, uma afirmação lida como um apelo ao uso de violência contra a candidata democrata.

Mesmo depois dos desmentidos da candidatura de Trump quanto a esta alegada intenção, Hillary recordou a Trump que “as palavras contam, meu amigo”, considerando as afirmações do seu adversário na corrida à Casa Branca como uma “incitação casual à violência”.

No Partido Republicano é também cada vez maior o desconforto em relação ao candidato do partido. Há um movimento anti-Trump que vem em crescendo, com várias figuras relevantes do partido a garantirem que não irão apoiar Donald Trump. (Negocios)

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