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Militares dos EUA querem corrida ao armamento no espaço para aumentar orçamento

Os comandantes militares americanos querem usar seus apelos para criar base espacial nos sistemas militares para justificar renovada gigante do orçamento, disse à Sputnik um veterano aposentado, analista do Departamento de Defesa, Franklin Spinney.

No início desta semana, a edição Washington Post, informou que o subsecretário de Estado para Controle de Armas Frank Rose manifestou a sua preocupação sobre a continuação do desenvolvimento da Rússia e da China das armas anti-satélite.

“O Pentágono precisa de uma guerra fria por razoes do PR [relações públicas] e quer transferir o dinheiro do seu orçamento incontrolado para as suas contas de investimento”, disse na quinta-feira (12) Franklin Spinney, que trabalhou no Departamento da Defesa por 33 anos.

No entanto, os Estados Unidos continuaram a investir muito mais nas armas no espaço do que a Rússia ou a China, apontou Spinney:

“A melhor maneira de começar uma sensação para isso seria comparar os esforços ao armamento russos e chineses no espaço com os dos EUA”.

Os maiores empresários da defesa dos EUA precisaram manter entre público americano e o Congresso os receios da Rússia e da China para conservar o ambiente político necessário para justificar os programas ainda mais caros, observou Spinney.

“Lembrem, sem uma ameaça de super-potência ou ameaça de quase super-potência (da Rússia e China), o Complexo Militar-industrial [MICC, na sigla em inglês] sofre. A guerra contra o terror está sair da sua sequência e mais cedo ou mais tarde as pessoas vão se perguntar parqué”, frisou.

Neste clima político, o Pentágono precisa de uma guerra fria por razões de promoção e querer transferir o dinheiro do seu orçamento incontrolado para as suas contas de investimento, continua Spinney:

“Os EUA enfrentam o problema de lançamento de satélite, de modo que o Pentágono precisa de apoio para um novo e maior satélite de lançamento de misseis. Contando com os misseis russos para alguns dos nossos lançamentos, principalmente o apoio de Space Statement é uma vergonha”.

Uma corrida ao armamento espacial ajudará a atrair mais de 1 trilião de dólares do programa de modernização nuclear que o Departamento da Defesa está iniciar, disse Spinney.

“A partir de agora, o Pentágono está construir um novo bombardeiro, um novo SNLMB [submarino nuclear lança mísseis balísticos], um novo ICBM [míssil balístico intercontinental], um novo ALCM [míssil de cruzeiro subsônico], e uma actualização para a bomba nuclear B-61, incluindo um PGM [munições guiadas de precisão]”.

Outras propostas incluem uma actualização do Trident II SLBM [míssil balístico lançado de submarino], uma grande actualização das capacidades da base espacial de gestão de batalha (C3ISR) e a renovação da infraestrutura nuclear, acrescenta Spinney.

“Eu tenho uma visão cínica — as ramificações do orçamento poderiam fazer a corrida anglo-alemã [antes da Primeira Guerra Mundial] à um século atrás, parece mais um piquenique da escola dominical”, conclui Spinney.

Em 2008, os governos da Rússia e da China apresentaram proposta de um acordo internacional para evitar a implantação de armas no espaço, mas o governo dos EUA sob a presidência de George W. Bush e Barack Obama tem consistentemente rejeitado a realização de negociações para celebrar o acordo. (SPUTNIK)

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