Acordo para protecção de civis tem adesão de 29 países da ONU

Um grupo de 29 países que contribuem com capacetes azuis para as missões de paz das Nações Unidas aderiu aos “princípios de Kigali”, um compromisso para dar prioridade à defesa dos civis, com o uso da força se for necessário.

O chefe da diplomacia holandesa, Bert Koenders, e o embaixador de Ruanda na ONU, Eugène-Richard Gasana, organizaram um debate na sede da organização sobre os progressos da iniciativa, lançada em maio de 2015, em Kigali.

“Os fracassos do passado não devem orientar o futuro”, afirmou Gasana, cujo país sofreu em 1994 um genocídio que a ONU não soube evitar. “Hoje lançamos um movimento” que permitirá “salvar vidas”.

A presença em Srebrenica (Bósnia) em 1995 de capacetes azuis também não evitou que soldados sérvios praticassem o pior massacre cometido na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

“A bandeira azul (da ONU) deve dar protecção e nem sempre isto acontece”, deplorou Koenders

O diplomata destacou que “dezenas de milhões de pessoas em zonas de conflito esperam que a ONU os proteja dos estragos da guerra”, mas os capacetes azuis “tem problemas” para fazê-lo na República Democrática do Congo, Sudão do Sul ou República Centro-Africana.

Os 29 países firmantes incluem importantes contribuintes de capacetes azuis, como Bangladesh, Etiópia (mais de 8 mil militares cada) e Ruanda (6 mil), mas estão ausentes Paquistão (7.600) e Índia (7.800), e quatro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Rússia, Grã-Bretanha e França).

Os Estados Unidos têm apenas 80 oficiais no terreno, mas financiam 28% do orçamento para as operações de manutenção da paz, algo em torno de 8,270 biliões de dólares ao ano. (AFP)

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