Chefe da diplomacia britânica visita Cuba pela primeira vez desde 1959

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Philip Hammond, chegou a Cuba nesta quinta-feira, na primeira visita de um chanceler britânico à ilha desde 1959, para conversar com as autoridades sobre acordos de cooperação futura.

“Como primeiro chanceler britânico a visitar Cuba desde antes da Revolução Cubana, isso é uma oportunidade para eu ouvir o que Cuba pensa sobre seus desafios actuais e como vê seu futuro”, disse Hammond em um comunicado.

Está previsto que o ministro britânico realize uma série de reuniões com seu homólogo cubano, Bruno Rodriguez, e outros líderes do governo, segundo o departamento de Relações Exteriores do Reino Unido.

Hammond também deverá assinar um “acordo bilateral de reestruturação da dívida de Cuba com o Reino Unido” e negociar cooperações futuras em uma série de sectores, como “serviços financeiros, energia, cultura e educação”, informou Londres.

O chefe da diplomacia britânica também espera tratar de questões relacionadas a mudanças económicas e sociais em Cuba, direitos humanos, comércio, e a solução para problemas relacionados à saúde, como o zika vírus.

“Reino Unido e Cuba têm perspectivas sobre o mundo e sistemas de governo muito diferentes”, disse Hammond.

“Mas nesse momento em que Cuba entra em um período de mudanças sociais e económicas significativas, espero demonstrar ao governo e à população cubana que o Reino Unido está entusiasmado para estabelecer novos laços do outro lado do Atlântico”, acrescentou.

Hammond também se encontrará com representantes da sociedade civil cubana e com a comunidade empresarial britânica em Havana, segundo o ministério.

A visita de Hammond acontece um mês depois da visita histórica do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à ilha, como parte da reaproximação entre os dois países, após cinco décadas de inimizade.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, se tornou a primeira autoridade da alta cúpula da União Europeia a visitar Cuba em Março.

Em Havana, ela assinou um acordo para normalizar as relações com Cuba, incluindo um acordo sobre o tema delicado dos direitos humanos, em mais um passo em direcção ao fim do status de pária do país comunista no ocidente. (AFP)

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