Presidente da Venezuela solidariza-se com Lula da Silva por “ataque miserável”

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, solidarizou-se hoje com o ex-Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, detido pelas autoridades para inquérito, na sequência de uma investigação judicial.

“Lula, a estrada tem sido longa e eles não têm podido com você”, mas “deste ataque miserável vai sair mais forte, a Venezuela te abraça”, escreveu Nicolás Maduro na sua conta no Twitter, em espanhol e português.

Além do Presidente da Venezuela, o líder do grupo de parlamentares afetos à revolução bolivariana, Héctor Rodríguez, também expressou a sua solidariedade com Lula da Silva, alguém que, “como Presidente, foi um estreito aliado do falecido mandatário venezuelano Hugo Chávez (1999-2013)”.

“A direita (política) não tem limites, não acredita na democracia. Hoje detiveram o companheiro Lula e sem nenhuma prova o acusam de corrupção. Foi detido porque lançou a sua candidatura para a presidência e tem mais de 70% de apoio”, escreveu Héctor Rodríguez na sua conta do Twitter.

Lula da Silva foi ouvido hoje no âmbito da investigação pela Operação Lava Jato, que apura a suposta obtenção de favores, doações e o pagamento de serviços de palestras que somam 7,2 milhões de euros (30 milhões de reais), alegadamente pagos por seis empresas ligadas ao escândalo de corrupção na petrolífera Petrobras entre 2011 e 2014.

Além das doações e pagamentos às empresas de Lula, os promotores estão a investigar se reformas em imóveis usados pelo político, uma quinta na cidade de Atibaia e um tríplex na cidade do Guarujá, foram realizadas como favores por vantagens ilícitas.

Segundo uma nota divulgada hoje de manhã pelo Ministério Público, há evidências de que o ex-presidente recebeu, em 2014, pelo menos um milhão de reais sem aparente justificação económica lícita da OAS, através de obras no apartamento em Guarujá.

O Ministério Público brasileiro destaca o facto de o ex-Presidente Lula, ter adquirido em 2010 duas propriedades em Atibaia mediante interpostas pessoas, pelo valor de 1,5 milhões de reais. (Agência Lusa)

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