Ler Agora:
Poucos cubanos recebem Obama em chegada marcada por chuva e forte segurança
Artigo completo 3 minutos de leitura

Poucos cubanos recebem Obama em chegada marcada por chuva e forte segurança

E onde está Obama? A chuva e um asfixiante dispositivo de segurança que esvaziou as ruas de Havana impediram que a maioria dos cubanos conseguisse ver o presidente dos Estados Unidos em seu primeiro dia na ilha.

“Quero encontrar e escutar em primeira mão o povo cubano”, escreveu Barack Obama no Twitter pouco depois de aterrar em Havana, onde ficará até terça-feira.

Passadas as primeiras horas de sua visita, os cubanos não haviam encontram nem ouvido o chefe de Estado que propiciou a aproximação com Cuba após mais de meio século de rivalidade.

“Pelo menos vimos a ‘besta'”, se conformou Mirta Morera, de 67 anos, directora da empresa Transtur, quando a limousine presidencial chegou pela avenida que margeia a costa de Havana.

Morera e um grupo de pessoas, que não chegavam a 200, se reuniram no Malecón de frente para a embaixada americana, reaberta em Agosto de 2015, para tentar pelo menos contacto visual com Obama. A tentativa não deu certo.

Obama chegou em uma tarde chuvosa, incomum nesta época do ano, e sua caravana passou rapidamente.

“O clima pode estar contra e prejudicar seu passeio, mas nós cubanos somos a favor dessa visita porque dará um impulso a essa nova relação”, afirmou Daynei Abreu, de 29 anos, dona de alguns negócios situados próximo à embaixada.

Obama, sua esposa Michelle e suas duas filhas Sasha e Malia chegaram às 22H00 GMT a Havana Velha para conhecer o centro histórico.

Desde cedo a segurança exerceu um controle tão severo que acabou impedindo ou desestimulando os cubanos a sair em massa para saudar Obama.

A nada menos do que 50 metros do local visitado pelo presidente, as pessoas enfrentavam a chuva e os controles de segurança em meio a uma nuvem de guarda-chuvas para avistá-lo. A maioria era turistas estrangeiros.

“Acho que me deixaram ficar aqui porque, com a minha mochila, me confundiram com um turista”, disse Ariel Hernández, engenheiro civil de 42 anos, um dos poucos cubanos no local.

“Desde que eu era criança ouvia a historia da revolução, que foi na verdade a que história contra os Estados Unidos”, comentou. “É realmente um momento histórico”, contou.

Na terça-feira, Obama deverá discursar para o povo cubano no Gran Teatro de La Habana. O evento será transmitido ao vivo pela televisão cubana. No mesmo dia, ele assistirá a uma partida de basebol. O acesso será restrito em ambos os casos.

Amarilis Sosa e seu marido Antonio Álvarez viram a chegada do presidente dos Estados Unidos pela televisão, em sua casa no bairro Vedado.

“É um momento que todos os cubanos não esperavam, mas, veja, o temos aqui em Cuba”, comentou Sosa. Sobre seu televisão, um retrato de Che Guevara, um dos heróis da revolução. (AFP)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos com são obrigatórios *

Input your search keywords and press Enter.
Translate »