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Luanda manda mensagem forte a embaixadores europeus

O Governo angolano avisou os diplomatas europeus de que não vai aceitar ingerências nos assuntos internos e classificou de inamistosa a declaração dos embaixadores europeus em Luanda sobre a sentença contra os 17 activistas.

Esta posição foi revelada à imprensa nesta quinta-feira, 31, pelo secretário de Estado das Relações Exteriores que exigiu ao embaixador da União Europeia (EU) em Luanda, Gordon Kricke, que “prestasse esclarecimentos” sobre a posição conjunta daquela delegação e das embaixadas dos Estados-membros.

“Manifestamos profundo descontentamento com uma atitude que consideramos no mínimo inamistosa”, afirmou Manuel Augusto para quem não é normal o procedimento dos embaixadores europeus.

“O Ministério das Relações Exteriores não foi previamente contactado pela delegação da UE sobre a divulgação dessa declaração, pelo que tivemos uma conversa de esclarecimento”, ao justificar a convocação do embaixador da UE.

Para o secretário de Estado, a declaração “é uma clara violação das normas de relacionamento internacional” e é entendida como “uma clara ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano”.

Manuel Augusto reiterou que os angolanos “não abdicam da soberania” e de serem “tratados como iguais” e mostrou a sua admiração pelos embaixadores europeus terem chegado ao ponto de “criticarem os tribunais”.

Na terça-feira, 29, a delegação da UE, embaixadas dos Estados-membros e embaixada da Noruega em Luanda emitiram um comunicado no qual reconheceram que o caso dos activistas angolanos condenados em Luanda “tem vindo a suscitar reservas no que concerne ao respeito pelas garantias processuais e pelo princípio de proporcionalidade”.

Os diplomatas lembraram também que foi “reiteradamente negada a possibilidade de observarem o julgamento” e reiteraram esperar que“os mecanismos legais de recurso disponíveis ofereçam aquelas garantias, em conformidade com os direitos e os princípios consagrados na Constituição angolana”.

Os embaixadores europeus ainda não reagiram à posição do Governo angolano. (VOA)

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