Uma em cada três mulheres no Mundo sofre de violência doméstica

 Pier Paolo Baloffel - Representante do PNUD em Angola (Foto: Clemente dos Santos)

Pier Paolo Baloffel – Representante do PNUD em Angola
(Foto: Clemente dos Santos)

Uma em cada três mulheres no mundo sofreu violência física ou sexual, na maioria das vezes por um parceiro íntimo, disse hoje, quarta-feira, em Luanda o coordenador Residente das Nações Unidas em Angola, Pier Paulo Ballofelli.

Pier Paulo Ballofelli falava na terceira conferência Nacional sobre “A Mulher e a Violência”, tendo sublinhado que a violência priva as mulheres e as meninas dos seus direitos humanos para a saúde, a educação e a participação nos assuntos de suas comunidades e nações.

Apontou a gravidez forçada, o aborto inseguro, lesões físicas ao longo da vida e o trauma como efeitos na saúde causada pela violência.

De acordo com o representante das Nações Unidas, a violência contra as mulheres e as crianças inclui a violência doméstica e sexual, tráfico de seres humanos e práticas prejudiciais, como o casamento infantil e forçado, infanticídio, com base no género e mutilação genital feminina.

Disse ainda que acções concretas devem ser tomadas para quebrar o ciclo da violência contra as mulheres, garantir às mulheres e crianças os seus direitos fundamentais e a sua capacidade de contribuir para o progresso económico e social de suas nações.

Em seu entender o combate à violência contra as mulheres deve ser uma prioridade para todos os seres humanos.

“As novas metas globais obrigam-nos a ter responsabilidade colectiva de erradicar a violência contra as mulheres e as meninas e temos o prazo para atingir esse objectivo até 2030, e assim garantirmos que todas as mulheres tenham o direito de viver livre de discriminação e da violência doméstica”, disse.

A terceira conferência nacional sobre “A mulher e a Violência”, sob lema “Da paz no lar à paz no Mundo: juntos por uma educação segura no combate à violência, gravidez e casamento precoce”, tem como objectivo reflectir sobre a problemática da violência doméstica, a gravidez e casamento precoce com vista a melhorar a condição de vida das famílias, mulheres e meninas através de políticas e programas que privilegiam o combate à violência doméstica e a moralização da família e da sociedade.

Participam no evento, deputados, secretárias de Estado, autoridades tradicionais, representantes de diversos municípios, entidades eclesiásticas, agências das Nações Unidas, entre outros convidados. (portalangop.co.ao)

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