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Simbiose rítmica marca último dia do Festival Angola 40 anos

Público no Espetáculo Alusivo aos 40 Anos da Independência de Angola (Foto: Rosário dos Santos)
Público no Espectáculo Alusivo aos 40 Anos da Independência de Angola (Foto: Rosário dos Santos)

O segundo e último show do festival Angola 40 anos de independência, que teve como palco o quintalão do Estádio Nacional da Cidadela, foi marcado por uma miscelânea rítmica que incluiu semba, kuduro, hip hop, kilapanga, kizomba e os ritmos tradicionais do leste e norte do país.

Num verdadeiro desfile de estrelas da música angolana, a noite, cuja jornada foi aberta pelo grupo de dança Muntuenos, conheceu momentos de muita excitação por parte do público presente que tudo fazia para melhor se posicionar e assistir a exibição dos seus ídolos, dando mostras de que estava para ser um participe activo na festa da Dipanda.

Com Matias Damásio a assumir as despesas numa primeira parte do evento, depois de já terem passado no palco Ary, Balo Januário, Santos Católica, Os Kalibrados e o grupo de dança Yaka, o público ouviu, cantou e dançou ao ritmo de temas como “A Culpa é dela”, “Papa”, “Kwanza Burro”, “País Novo”.

Em perfeita sintonia com os artistas, os fãs não deixaram os seus créditos em mãos alheias, apoiando na interpretação dos temas e transmitindo mais calor e animação a uma festa dedicada aos 40 anos da independência do país.

Com um guião bastante diversificado, intercalando entre a velha e nova geração, com destaque para Robertinho, Dom Caetano, Prado Paim, Os Kiezos, Santos Júnior e Pedrito entre os mais velhos e que mesmo sem uma grande ovação do público como a que teve a geração de jovens comandados por Matias Damásio, Balo Januário, Ary (no que ao semba/kizomba diz respeito), a organização viu o esforço compensado em função da participação activa de quem não se vez de rogado e marcou presença no Estádio Nacional da Cidadela.

Em sete horas de show, o público, apesar de constituída maioritariamente por jovens com menos de 30 anos de idade, teve o privilégio alguns temas que marcaram o processo de luta da libertação nacional e pós 1975, entre as quais Milhorró e Machimbombo, do emblemático Os Kiezos, Nova Cooperação, na voz de Dom Caetano, Desespero e Kaquinhentos, ambos de Robertinho.

Na noite musical da Dipanda e apesar de já não fazer parte do mundo dos vivos, Bangão teve igualmente a sua parte, com o jovem Bagaozinho a recordar os presentes com “Dicamba”, “Kitembu”, “Fofucho” e “Dioguito”.

O Festival Angola 40 anos reuniu durante dois dias mais de 60 artistas, bandas e grupos de dança no palco montado no quintalão do Estádio Nacional da Cidadela. (portalangop.co.ao)

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