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Prestadoras de serviço “põem” 2,7 biliões Kz na economia do País

(Expansao)
(Expansao)

Luanda Oil and Gas juntou vários empresários nacionais com as indústrias petrolíferas existentes no País a fim de criarem estratégias para diversificar a economia.

As empresas prestadoras de serviços ao sector petrolífero contribuem, anualmente, com 20 mil milhões USD (cerca de 2,7 biliões Kz) para a economia do País, revelou o presidente da associação das mesmas, Bráulio de Brito.

Falando na conferência sobre petróleo e gás, organizada na passada semana pelo Centro de Apoio Empresarial (CAE), com o apoio do Ministério dos Petróleos e da Sonangol, o responsável afirmou que as prestadoras de serviços são o quadro da indústria que providencia maior retorno à economia.

O presidente da Associação das Empresas Prestadoras de Serviços à Indústria Petrolífera referiu que o apoio que o sector dos petróleos presta à diversificação da economia é um processo. Para que tal apoio continue efectivo, frisou, é necessário que as prestadoras de serviço cresçam, na medida em que, como salientou, são consideradas o suporte de crescimento da indústria petrolífera.

Bráulio de Brito, que dissertava sobre o tema “Contribuição do Sector de Petróleo e Gás na Diversificação da Economia de Angola”, defendeu uma maior potencialização do conteúdo local. Para o responsável, as empresas angolanas, uma vez estabelecidas com parecerias internacionais, têm de procurar absorver os conhecimentos tecnológicos, e não só, para que possam, depois, caminhar por si mesmas.

Entretanto, o líder da AECIPA manifestou- se preocupado com a onda de despedimentos que se vai registando no sector, como consequência do momento económico e financeiro menos bom que o País vive.

De acordo com o Bráulio de Brito, algumas empresas do sector estão a reduzir o número de trabalhadores estrangeiros e nacionais, como medida de redução de custos, situação que, como disse, já está a ser abordada pelo Ministério dos Petróleos e por outras instituições afins, entre as quais a AECIPA.

O responsável deu igualmente nota de que está em curso um processo de revisão de vários contratos firmados na base de um preço do barril do petróleo que não se ajusta à realidade actual. Situação económica do País exige desafios Por sua vez, o coordenador do CAE, Job Vasconcelos, advogou que a situação actual da economia angolana impõe a todos grandes desafios e inovações, caracterizadas pela oportunidade e a confiança contínua no sector petrolífero.

Referiu que, com os novos blocos petrolíferos que vão entrar em exploração, o sector poderá ver a produção aumentar, o que, no seu entender, dará lugar à necessidade de inclusão de novos produtos e serviços.

Por outro lado, defendeu que o conteúdo nacional não deve ser visto como um impedimento ao desenvolvimento do sector, mas, pelo contrário, como um factor de desenvolvimento económico do País, apoiando a sua diversificação. A segunda edição do fórum Luanda Oil and Gas Conference and Expo 2015 decorreu sob o lema “desafios, oportunidades, parcerias e inovações”.

Teve como objectivo a promoção do empresariado nacional junto do sector petrolífero, assegurando deste modo a contratação de bens e serviços a empresas angolanas pelas produtoras de petróleo, ao abrigo do conteúdo local, e na pretensão de se criar uma plataforma em que se aborda a problemática da contratação de serviços de empresas nacionais, elevando a compra de produtos feitos no País.

O evento abordou vários temas ligados ao sector dos petróleos. Em paralelo com o fórum foi realizada uma exposição em que participaram 60 empresas prestadoras de bens e serviços. (expansao.co-ao)

por Telma Van-Dúnem

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