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De acordo com Observatório Angola: Mais de 5 milhões de habitantes já são considerados classe média

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

Unir empresas angolanas em torno do conhecimento da sociedade a partir da compreensão das suas classes médias foi o mote do projecto Observatório Angola, que após um ano de trabalho apresenta agora resultados inéditos e surpreendentes .

A classe média e classe média emergente Angolana, com rendimentos acima dos quatro dólares americanos por dia/per capita, ultrapassa já os cinco milhões de habitantes, conclui um estudo elaborado pelo Observatório Angola, realizado através da combinação de vários contributos, designadamente incursões etnográficas e entrevistas a 2.058 indivíduos.

A consolidação de uma classe média com poder de compra contempla um enorme mercado de consumo e representa um agente de mudança social e económico que é urgente reconhecer. Assim, esta amostra representativa deste universo de inquiridos indica que 92% já tem telemóvel, 60% tem computador, 61% tem acesso internet através do telemóvel, 80% tem conta bancária, 40% utiliza o cartão Multicaixa regularmente, 41% tem automóvel e 74% tem uma televisão de écran plano.

Sinais mais do que evidentes da consolidação crescente de uma classe média Angolana com poder de compra. Estes são dados que revelam o patamar de qualidade de vida e de infraestruturação destes indivíduos. O telemóvel, seguido de arca congeladora e do forno, figuram como os equipamentos que se reconhece terem trazido maior qualidade de vida e facilitação do quotidiano.

Constata-se igualmente a ligação destes indivíduos a um mundo que é global. Quando questionados sobre os destinos que escolheriam para uma próxima viagem, caso lhes fosse possível fazê-la, o primeiro país a ser indicado é o Brasil, seguido do Dubai e, apenas em terceiro lugar, referem Portugal, a par com os Estados Unidos da América.

Contudo, o estudo não se fica por uma mera fotografia desta população. Unindo uma equipa que combina competências multidisciplinares, como sociólogos, psicólogos, economistas e a componente estratégica, o estudo levanta um conjunto de questões sobre como se processa o fenómeno de ascensão social e que modelos procuram os angolanos para as suas vidas e para o futuro dos seus filhos.

“Na verdade, olhar este estudo, é, de certa forma, olhar o futuro do país’, refere José Octávio VanDúnem, sociólogo que integra a equipa de projecto liderada pela consultora Return on Ideas. “Esta profunda investigação do tecido social Angolano surge num momento especial para Angola que comemora os 40 anos de independência e em que se pede um olhar realista, retrospetivo e prospetivo que possa inspirar futuras políticas públicas”, adianta José Otávio Van-Dúnem no prefácio da publicação ID do CONSUMIDOR ANGOLANO.

Este estudo permite concluir que entre as principais condicionantes da ascensão social estão: ter emprego a tempo inteiro; trabalhar no sector público; trabalhar numa empresa de grande dimensão; e ter habilitações académicas superiores. Quanto ao futuro do projecto de caraterização social em Angola e a ambição de aprofundar temas como o segmento jovem, a relação das pessoas com o dinheiro, a vida privada e familiar, mantém-se na agenda desta equipa liderada pela Return on Ideas.

Clara Cardoso, administradora da Return on Ideas e gestora do projecto, frisa que “este é apenas o começo uma vez que o Observatório pretende ter uma existência em continuidade, como uma plataforma de construção, valorização, discussão e partilha de informação e conhecimento sobre os comportamentos dos consumidores angolanos”.

Acrescenta que neste primeiro ano “estivemos a construir apenas as fundações deste grande empreendimento que é compreender uma sociedade tão complexa e dinâmica’. O projecto OBSERVATÓRIO ANGOLA conta com o apoio do Banco Privado Atlântico, do Millennium Angola, da Baía de Luanda, do Kero, da Odebrecht, da Sumol+Compal, da ZAP, da Unilever e da Movicel.

Sobre o Observatório Angola O Observatório Angola é um projecto de Market & Consumer Research para o mercado angolano que funciona em continuidade num modelo multi-cliente. Isto significa que as investigações que vão ser desenvolvidas servem várias empresas, todas pertencentes a sectores de actividade diferentes.

O Observatório, que é liderado pela Return on Ideas (www.roi.pt), empresa de Consultoria Estratégica com uma forte especialização no Conhecimento do Consumidor, tem o Sponsorship Institucional do Banco Privado Atlântico e o apoio de uma comunidade de empresas formada pelo Banco Millennium Angola, a Baía de Luanda, o Kero, a Odebrecht, a Sumol + Compal, a Unilever, a Movicel, a ZAP e o próprio Banco Privado Atlântico. (observatorio angola)

 

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