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Três escolas de formação energética vão ser criadas em Angola

Joaquim Ventura, Secretário de Estado da Energia (Foto: Angop)
Joaquim Ventura, Secretário de Estado da Energia
(Foto: Angop)

Pelo menos três academias para formação de técnicos no sector da energia vão ser construídas em Angola. A informação foi avançada em Luanda pelo Secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura

A primeira academia para a formação de técnicos superiores no sector energético será construída a partir de 2017 no município do Soyo, província do Zaire, segundo Joaquim Ventura. Segundo Secretário de Estado da Energia, o projecto será concretizado após a entrada em funcionamento da central a gás em construção nesta localidade e que deverá gerar cerca de 750 megawatts.

Joaquim Ventura disse ainda que o Ministério da Energia e Águas vai aproveitar as instalações dos actuais armazéns da central a gás do Soyo para a criação de salas de aulas e explicou que a ideia é formar técnicos do seu ministério que deverão responder à demanda de vários projectos energéticos em implementação no país.

“Pelo menos, aqui no Soyo, após a conclusão da central a gás, vamos seleccionar os jovens envolvidos nesta fase de construção e formá-los em diversas áreas do sector”, sublinhou.

O Secretário de Estado avançou também que a futura academia estará equipada para assegurar uma qualidade que a certificará internacionalmente para que os quadros aí formados sirvam o sector ao mais alto nível. De acordo ainda com o responsável, dada a importância estratégica da futura central do ciclo combinado do Soyo, o ministério está apostado na componente de formação de quadros capazes para atender às necessidades da implementação deste projecto.

Formação intensiva

A acção formativa foi ministrada por especialistas cubanos e insere-se na cooperação bilateral entre Angola e Cuba no domínio da Energia.

Os participantes receberam conhecimentos nas especialidades de operadores de manutenção de subestações, medidas eléctricas e capacitação de formadores. Joaquim Ventura defendeu a necessidade desta formação de forma a reduzir ao máximo as interrupções no funcionamento das redes eléctricas. “Sabemos que os equipamentos às vezes avariam, mas temos que encontrar mecanismos técnicos para evitar que se façam desligamentos nesses serviços”, referiu. A manutenção programada dos equipamentos, acrescentou, diminui a probabilidade dessas ocorrências “e é isso que pretendemos no sector eléctrico”, reforçou. Actualmente, todas as subestações eléctricas em Angola usam tecnologia de ponta, embora existam algumas menos bem apetrechadas.

Cooperação

O Secretário de Estado Joaquim Ventura recordou que a cooperação com Cuba existe há décadas e que nos últimos anos esta tem-se intensificado na área da electricidade. “Cuba tem escolas de especialidades e gostaríamos de ver essa qualidade reflectida nas nossas futuras academias”, afirmou. Joaquim Ventura aconselhou ainda os recém-formados a actualizarem constantemente os seus conhecimentos “o técnico que não se actualizar, vai fi car para trás. As técnicas de hoje, baseadas todas em tecnologias digitais, requerem um conhecimento e uma actualização contínuas”, justificou.

O responsável disse que este tipo de formação vai continuar e abranger outras especialidades, não só a nível das empresas públicas mas, também, nos serviços tutelados pelos governos provinciais e administrações municipais. (semanarioeconomico.ao)

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