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Millennium/Atlântico: Fusão garante rentabilidade para Angola

(D.R.)
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O Banco Millennium Atlântico, que resulta da fusão entre o Banco Millennium Angola e o Banco Privado Atlântico, vai permitir atingir o “nível de rentabilidade” desejado, contribuindo para a economia angolana, afirmou  ontem o presidente da comissão executiva do Banco Comercial Português.

“Entendemos que, se quisermos estar em Angola com um nível de rentabilidade e dando um contributo para o desenvolvimento da economia angolana ao nível que gostaríamos de ter, temos de aumentar a nossa presença, uma vez que com uma quota de três a quatro por cento não temos dimensão suficiente para o fazer”, afirmou Nuno Amado, citado pela imprensa portuguesa.
Nuno Amado, que falava durante a sessão de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano do BCP, acrescentou que “um banco que saia da fusão com o Atlântico, com uma quota de nove a dez por cento do mercado, já tem dimensão, estrutura e até accionistas para o fazer” .
O Banco Millennium Angola e o Banco Privado Atlântico vão avançar com uma fusão no mercado angolano, com o Banco Comercial Português (BCP) a ficar com uma participação de 20 por cento no novo banco, de acordo com uma comunicação ao mercado efectuada a 8 de Outubro.
No período de Janeiro a Setembro, o BCP obteve um lucro de 264,5 milhões de euros, valor que contrasta com prejuízos de 109,5 milhões de euros no período homólogo de 2014, com um lucro consolidado de 23,8 milhões de euros no terceiro trimestre. Nuno Amado chamou a atenção para o facto de o contributo da actividade no mercado português ter sido positivo, “pela primeira vez em muitos anos.”Após vários anos a apresentar prejuízos, a operação em Portugal contribuiu com 100,5 milhões de euros para o resultado líquido do Millennium BCP nos nove meses de 2015, contra um prejuízo de 227,1 milhões um ano antes.
Em princípios de Outubro, o Millennium Angola, controlado em 50,1 por cento pelo BCP, e o Banco Privado Atlântico concordaram com a sua fusão, criando um banco com uma quota de mercado de cerca de dez por cento e a segunda maior instituição privada em crédito à economia.
Os accionistas do Banco Privado Atlântico (propriedade da sociedade angolana Global Pactum, com 72,35 por cento) e do Banco Millennium Angola “decidiram reforçar o seu compromisso com o país, elevando a um novo patamar a parceria estratégica já existente”, refere um comunicado dos dois bancos.

A nova instituição, designada Banco Millennium Atlântico, vai agregar os actuais accionistas dos dois bancos e abre o capital ao público em geral, através de um IPO (Oferta Pública Inicial ou acto que designa a venda de acções pela primeira vez ao público) de 33 por cento do capital.
O Millennium Atlântico passa a ter um dos maiores níveis de Fundos Próprios do sistema financeiro angolano, com um valor superior a 800 milhões de dólares (121,6 mil milhões de kwanzas), o que vai permitir reforçar a capacidade de financiamento às famílias, às empresas e aos projectos estruturantes.
O Millennium Atlântico posiciona-se como líder no Programa Angola Investe, com uma quota de 30 por cento, e é o segundo maior banco privado em Angola no volume de crédito às famílias e às empresas.
A  nova escala de intervenção visa também criar novas soluções para as pequenas e médias empresas a operar em Angola, que são a base de geração de emprego, à semelhança do que acontece em todos os países que estão em processo de diversificação e sustentabilidade económica, concluiu o comunicado conjunto dos bancos. (jornaldeangola.com)

 

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