Presidente da República começa hoje a receber partidos

 (Rafael Marchante / Reuters)
(Rafael Marchante / Reuters)

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, começa hoje a receber os partidos que elegeram deputados à Assembleia da República, estando agendadas para esta tarde audiências com o PSD, PS, Bloco de Esquerda e CDS-PP.

Os encontros irão realizar-se no Palácio de Belém a partir das 15:00, com um intervalo de uma hora entre cada audiência.

A ‘ronda’ pelos partidos termina na quarta-feira com os encontros com as delegações do PCP (10:30), Partido Ecologista “Os Verdes” (11:30) e do PAN – Pessoas-Animais-Natureza (12:30).

A Constituição da República prevê que o primeiro-ministro é “nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais”.

Nas eleições de 04 de outubro, a coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) perdeu a maioria absoluta e obteve 107 mandatos (89 do PSD e 18 do CDS-PP). O PS elegeu 86 deputados, o BE 19, a CDU 17 (dois do PEV e 15 do PCP) e o PAN elegeu um deputado.

As audiências com os partidos iniciam-se um dia depois do líder do PSD ter estado reunido com o Presidente da República, num encontro em que Pedro Passos Coelho informou o chefe de Estado das diligências feitas para criar “condições de estabilidade e de governabilidade no país”.

Há duas semanas, no dia 06 de outubro, o presidente social-democrata teve um primeiro encontro com o chefe de Estado, que na altura encarregou Passos Coelho de desenvolver diligências para avaliar as possibilidades da constituição de uma “solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país”.

Numa comunicação ao país nesse dia, Cavaco Silva disse que não se substituiria aos partidos no processo de formação do Governo, mas sublinhou que este “é o tempo do compromisso”, em que a cultura da negociação deverá estar sempre presente.

Nos dias seguintes iniciaram-se as conversações entre os partidos políticos com vista à formação de um Governo.

O primeiro encontro entre a coligação PSD-CDS-PP aconteceu a 09 de outubro, mas já no dia anterior o secretário-geral do PS, António Costa, tinha tomado a iniciativa de se reunir com o PCP.

Nos dias seguintes, sucederam-se as negociações à ‘esquerda’, numa sucessão de encontros do PS com o PCP e BE, além de uma reunião entre António Costa e o PAN.

Na sexta-feira, em entrevista à TVI, o secretário-geral do PS, afirmou que as negociações com o PCP e o BE estão “a correr bem”, embora seja prematuro dizer que vão acabar bem, salientando que quer um programa de Governo para a legislatura.

Entre a coligação PSD/CDS-PP e o PS as negociações chegaram a um ‘impasse’, com as críticas entre dirigentes socialistas e sociais-democratas e democratas-cristãos a subirem de tom nos últimos dias.

No domingo, o presidente dos sociais-democratas desafiou o secretário-geral do PS a enviar uma “contraproposta objetiva” para mostrar empenho nas negociações e a dizer com clareza se pretende entrar numa coligação de Governo com PSD e CDS-PP.

Já na segunda-feira, o secretário-geral socialista acusou Passos Coelho de procurar inverter o ónus de ter posto um ponto final nas conversações, sustentando que as divergências não são de lugares, mas de “reorientação de política”.  (sicnoticias.sapo.pt)

Lusa

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Translate »