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Fazenda aposta na produção de arroz

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A fazenda agropecuária do Lusselua, no município de Sanza Pombo, produziu este ano 120 toneladas de arroz, lavradas num espaço de 200 hectares, o que permitiu a  criação de um celeiro de cereais que vai alimentar o mercado local e do país, disse, ontem, o director do projecto agro-pecuário do Lusselua, Gerson Paulo.

(Foto: Angop)
(Foto: Angop)

O projecto, enquadrado num plano de  produção do Ministério da Agricultura, recebeu ontem a visita do secretário de Estado da Agricultura, José Amaro Tati, que constatou os trabalhos de construção da infra-estrutura de apoio aos técnicos destacados na fazenda e a preparação e ensaio dos solos.
No local, o secretário de Estado foi informado do processo de experimentação das variedades de sementes de arroz e de milho, bem como a criação de pastos para o gado bovino.
O director do projecto agro-pecuário do Lusselua, Gerson Paulo, disse que a quantidade de arroz recolhida na época passada é resultado dos primeiros ensaios efectuados no campo, referindo que as variedades de sementes de arroz de origem chinesa e indianas, experimentadas, permitem que os agrónomos encontrem as sementes que se adaptam aos solos e ao tipo de clima predominante na região.
Na fazenda, foram preparados para a presente campanha agrícola cerca de 700 hectares aráveis. Neste momento  trabalha-se no desbravamento de mais 200 hectares.

Toneladas de arroz

Em relação à colheita, no próximo ano prevê-se colher mais 460 toneladas de arroz. O campo agrícola do Lusselua possui uma unidade fabril que trata da secagem, descasque e empacotamento do arroz para, de seguida, ser transportado para os mercados.Além da produção de arroz, Gerson Paulo disse que o gado bovino é outra  aposta do projecto, que já conta com mais de 300 cabeças provenientes da Namíbia. O projecto está no bom caminho e  os técnicos estão a cumprir com os objectivos traçados pelo Executivo, que consiste na produção de cereais para alimentar à população e gerar riqueza para o país, disse o secretário de Estado da Agricultura.
“Os profissionais estudam as formas apropriados e acreditamos que o campo agrícola do Lusselua se vai transformar num pulmão da produção agropecuária para a diversificação da economia no país”, disse o secretário de Estado, que acrescentou: “A agricultura  começa em pontos pequenos para testar e corrigir os erros antes de avançar para grandes produções e evitar muitas perdas, daí que considero que se esta no bom caminho.”José Amaro Tati recomendou aos técnicos no terreno que aprofundem as pesquisas para o melhoramento das terras para que, no futuro, a produção não se limite apenas ao arroz e milho, mas também a outros tipos de cereais. A fazenda emprega mais de 100 jovens locais  e  40 expatriados, entre chineses e brasileiros.

Combate à pobreza

Na visita ao Puri, Bungo e Negage, o secretário de Estado da Agricultura avaliou a execução dos projectos do Programa Integrado de Combate à Pobreza, um plano do Executivo iniciado em 2010, que tem como finalidade fazer chegar os bens necessários às populações, desde os cuidados primários de saúde, infra-estruturas escolares, fomento de micromercados, fomento agrícola e outros equipamentos sociais. No município do Puri, José Amaro Tati visitou as obras de construção de pequenas pontes sobre os rios Nzadi, Catuma, Lussalala e Lutia, no troço que liga a sede municipal do Puri e a comuna de Caiongo, em Cangola.
Tiveram igualmente a supervisão do secretário de Estado as obras de construção dos sistemas de água potável nas localidades de Quinvuta e Malundo Cassumba, além das escolas do I ciclo em funcionamento no município do Puri, localidade onde foi construído um mercado com capacidade para  mais de 200 vendedores. (Jornal de Angola)

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