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Exploração ilegal de rubis com conivências “legais” em Moçambique

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(DW)
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A exploração e o comércio ilegal de rubis dominam o posto administrativo de Namahumbire, na província de Cabo Delgado, denunciam populares. Dizem que a polícia, a chefe do posto e o líder comunitário estão envolvidos.

Quando se fala em recursos naturais em Moçambique, o destaque vai principalmente para o carvão mineral e gás. O brilho dos rubis não ofusca ainda este campo muito em voga. Mas há quem conheça o valor deste brilho e faça a sua exploração ilegalmente.

Na província nortenha de Cabo Delgado, onde existe a maior mina, o garimpo ilegal cresce a olhos vistos. A partir do posto administrativo de Namahumbire, a 30 quilómetros do distrito de Montepuez, Arnaldo dos Santos, residente e colaborador da Associação do Meio Ambiente, conta que “os estrangeiros dão dinheiro aos garimpeiros. Chegam lá à mina e dão o dinheiro ao polícia em serviço. Então, eles conseguem tirar a camada que será lavada. A polícia está envolvida.”

A polícia nega as acusações de que esteja em conluio com os ilegais nesta atividade. “Não, não, não. Isso depende das informações. Cada um diz o que lhe acontece, mas dizer que estão envolvidos não [é verdade]”, assegura Carminho Frederico é um polícia afeto ao posto administrativo de Namahumbire.

Autoridades envolvidas?

A polícia não é a única acusada de envolvimento neste circuito ilegal. Também o líder comunitário e a chefe do posto administrativo, Anastácia Clemente, supostamente comandam as atividades, segundo Arnaldo Santos. “Uma das senhoras está envolvida, assim como o próprio líder comunitário. Trabalham em conexão. Ela está envolvida, tem os seus garimpeiros, vão lá à tardinha, fazem trabalhos de carimbo”, afirma.

O garimpo é feito pelos nacionais, mas quem o promove e compra os rubis são principalmente estrangeiros, entre eles tanzanianos, pessoas dos países dos Grandes Lagos e asiáticos, principalmente tailandeses.

Arnaldo dos Santos, ativista da Associação do Meio Ambiente e residente do distrito de Montepuez, revela o circuito: “Existem tailandeses, (outros) asiáticos, paquistaneses, mas eles estão a comercializar aqui na cidade de Montepuez, não em Namahumbire. Eles compram os rubis e levam para a Ásia para revender, não vendem aqui. Aqui eles só compram.”

Justiça funciona?

A polícia, que se diz agora melhor preparada, garante que a lei é cumprida. Segundo Carminho Frederico, os garimpeiros ilegais são levados à justiça. “Quando são apanhados são processados, são levados para o Ministério Público. E há vários casos.”

Atualmente, apenas uma empresa explora rubis nesta província, a Montepuez Rubi Mining Limitada, detida em 75% pela multinacional britânica de pedras preciosas Gemfields, e os restantes 25% pelo grupo moçambicano Mwiriti.

Só em junho, a empresa arrecadou em Singapura cerca de 26 milhões de euros num leilão de rubis. Esta empresa prevê maiores receitas nos próximos anos. (dw.de)

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