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    Sonae cai 1% após fim da parceria com Isabel dos Santos

    (Negocios)
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    A empresária angolana já não vai ter uma parceria com a Sonae para uma nova marca de hipermercados em Angola. Os analistas dizem que esta decisão já era esperada, pelo que não antecipam impacto sobre as acções. Mas os títulos cedem.

    A Sonae SGPS, dona da marca Continente, começou a semana a cair em bolsa. As acções da empresa liderada por Paulo Azevedo estão a cair 0,93% para negociarem nos 1,069 euros por acção.

    Os títulos da Sonae já estiveram a cair mais de 1%, numa manhã em que o índice de referência da Bolsa de Lisboa, o PSI-20, marca uma queda mais ligeira, em torno de 0,3%.

    A desvalorização das acções da Sonae ocorre um dia depois de o Negócios ter noticiado que a parceria da cotada portuguesa com a empresária angolana Isabel dos Santos,para o negócio de supermercados, ficou pelo caminho.

    Formalizada em 2011, a parceria entre as duas partes tinha dado o primeiro passo com a constituição da empresa Condis. Contudo, a marca que segue em frente é a Contidis: e sem a Sonae.

    Os analistas defendem, contudo, que este rompimento não deverá ter um impacto nos títulos da Sonae. “Algumas notícias tinham já apontado para o facto de a parceria entre a Sonae e a empresária angola estar em risco, depois da saída de dois executivos da retalhista portuguesa para a nova operação de retalho alimentar de Isabel dos Santos”, assinala José Rito, na nota do BPI Equity Research desta segunda-feira.

    Na nota diária, o Haitong Bank alinha no mesmo sentido: “é neutral para a Sonae já que o fim da parceria de retalho com Isabel dos Santos era já amplamente esperada”, escreve Filipe Rosa.

    João Paulo Seara e Miguel Osório eram altos quadros da Sonae que passaram, em Fevereiro de 2015, a trabalhar para Isabel dos Santos, o que deixou Paulo Azevedo à espera de explicações.

    Tanto o BPI como o Haitong não tinham incluído esta parceria dentro das estimativas para as operações da Sonae em Angola, pelo que não esperam, agora, um impacto negativo.

    O BPI recomenda “comprar” as acções da Sonae, apontando um preço-alvo de 1,75 euros. Já o Haitong Bank defende um “target” de 1,52 euros, aconselhando também “comprar”.  (jornaldeanegocios.pt)

    por Diogo Cavaleiro

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