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PCTP apaga frase. E recusa salvar “traidores do opróbrio e da morte certa que os espera”

Garcia Pereira, em campanha (Foto: ANTÓNIO JOSÉ/LUSA)
Garcia Pereira, em campanha (Foto: ANTÓNIO JOSÉ/LUSA)

O partido de Garcia Pereira antecipou-se a uma eventual censura da CNE e anunciou a retirada da frase. Mas a CNE diz que não é crime.

Depois do pedido de uma candidata e de uma resolução do Comité Central do PCTP/MRPP, a expressão “Morte aos traidores”, que estava a ser usada na campanha do partido de Garcia Pereira, vai ser retirada de todo o material de propaganda, anunciou ontem o MRPP. Antes mesmo da Comissão Nacional de Eleições (CNE) se pronunciar sobre o tema, para concluir que a frase não constitui crime. Vários cidadãos fizeram chegar queixas à CNE por causa da frase “Morte aos traidores” que o PCTP tem usado em outdoors, tempos de antena e folhetos.

A mandatária nacional para a Juventude e cabeça de lista pelo Porto queixou-se no jornal do partido, Luta Popular, por essa expressão ter sido usada na “carta aberta à juventude”, escrita pela própria Virgínia Valente. Para esta candidata independente, “o apelo de morte não se enquadra nos [seus] princípios democráticos”.

Virgínia Valente deixou explicadas as suas objeções. “Compreendo que se queira o fim da corrupção e da incúria dos traidores, porém não posso subscrever qualquer palavra de ordem que apele à eliminação de uma vida. A esta expressão se associa um ímpeto assassino que não é o meu. O meu desígnio é de justiça e sou a favor da vida por muito rasteira que ela seja, como no caso dos governantes e empresários capitalistas a que o slogan se remete.”

Perante a queixa, o partido retirou a expressão do material de propaganda. “Satisfazendo as objeções da nossa distinta mandatária nacional para a Juventude, Virgínia Valente, o comité permanente do comité central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) ordenou a eliminação da palavra de ordem Morte aos Traidores de toda a sua propaganda eleitoral”, antecipa o comunicado no Luta Popular online.

Mas o curto texto deixa um aviso aos “traidores”: “Claro que esta decisão não terá o mérito de salvar os traidores do opróbrio e da morte certa que os espera.”

A esta “morte certa”, o partido de Garcia Pereira acrescenta a desonra pública e a ignomínia de quem traiu, no entendimento do PCTP, o povo português. Foi o próprio líder do partido que o disse ao DN, na edição de ontem, ao apontar o dedo aos “que colocaram o país em retalho, os que estão à frente dos cargos políticos, que traíram a pátria a cortar vencimentos e pensões, que encheram os bolsos aos capitalistas”.

A CNE avaliou também ontem as queixas sobre o uso da expressão, mas – como explicou o seu porta–voz, João Almeida – o organismo “não encontrou matéria” que possa constituir “qualquer tipo de crime”, não tendo o assunto “ultrapassado o nível de uma metáfora”, pelo que não vai remeter a questão para o Tribunal Constitucional. (dn.pt)

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