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Reino Unido: Separatistas escoceses sonham com um segundo referendo

(AFP)
(AFP)

Os separatistas escoceses puseram mãos à obra para conseguir a realização de um segundo referendo de independência quando se completa um ano do primeiro, em 18 de Setembro, um fato que mudou a Escócia.

Duas pesquisas recentes concluem que a independência seria agora a opção favorita dos escoceses, somente doze meses depois de recusarem a separação por 55% do não contra 45% do sim.

Na última, elaborada pela TNS e publicada em 9 de Setembro, 47% dos entrevistados disseram que votariam sim, 42% não, e 11% estavam indecisos.

Como ocorreu no referendo, os jovens entre 16 e 34 anos eram o grupo mais pró-separatista e os idosos, o menos.

Os mais entusiastas pedem para voltar a votar, como a associação Hope Over Fear (Esperança sobre o medo), que no sábado 19 de Setembro se manifestará na praça George, em Glasgow, ou Praça da Liberdade, como a chamam, epicentro sentimental dos separatistas.

“Queremos mostrar ao mundo que continuamos sendo separatistas doze meses depois, e pedir um segundo referendo o quanto antes possível, de preferência até 2018”, explicou à AFP Tommy Sheridan, cofundador do grupo.

“Acreditamos que ganharíamos um segundo referendo”, declarou.

A chefe de governo, Nicola Sturgeon, confirmou que o programa do Partido Nacional Escocês (SNP) para as eleições de 2016 especificará “as circunstâncias e os prazos que consideramos apropriados para a realização de um segundo referendo”, declarou à agência Press Association.

Contudo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, não parece inclinado a dar seu apoio a um novo referendo: o primeiro “foi conclusivo, assim não vejo a necessidade de um segundo”, afirmou em Julho, durante visita a Jacarta.

Para Malcolm Harvey, professor de política na Universidade escocesa de Aberdeen, o SNP não pedirá um segundo referendo “em breve” e esperará até que esteja muito certo de vencê-lo.

“Para que seja o caso, ainda faltam várias pesquisas – entre 25 e 30 – dando à independência uma ampla maioria sobre a não separação, digamos por 60% contra 40%”, disse à AFP.

“O público escocês é pequeno, conservador, está preocupado pelo impacto económico e não mudará sua posição constitucional facilmente”, declarou.

Doze meses que mudaram a Escócia

A Escócia mudou desde o referendo. O SNP, único partido separatista, passou de 6 a 56 deputados no parlamento britânico e de 25.000 filiados a mais de 100.000.

“Há um interesse na política que jamais havíamos visto”, defendeu Ketih Brown, ministro de Infra-estruturas, em declarações à AFP.

O turismo aumentou e a Escócia e seu património, que vivem um período de ressurgimento, despertam atenção.

“O referendo teve eco em todo o mundo”, argumentou Mike Cantlay, presidente do organismo de turismo Visit Scotland.

Recentemente a Escócia nomeou seu primeiro escrivão oficial em “scots”, escocês, que é falado na região do Norte.

“O escocês compreende uma variedade de dialectos, tem seus dicionários, tradições literárias, vocabulário e expressões, mas não tem estatuto oficial como língua”, explicou à AFP Hamish MacDonald, recém-nomeado por dois anos pela Biblioteca Nacional da Escócia.

Walter Scott, Robert Burns e Robert Louis Stevensos o utilizaram em suas obras, recordou MacDonald, cujo objectivo é estimular “a escrever e falar escocês”.

A recuperação do património escocês “não é algo que tenha ocorrido da noite para o dia”, declarou.

Um dos factores por trás deste impulso “é o reconhecimento que a cultura tradicional não é algo isolado, mas é parte de uma família mundial e é capaz reinventar-se para adoptar uma forma actual”.

Richard Bath, director da revista Scottish Field, declarou que “há um interesse muito maior no mundo todo pela Escócia como resultado do referendo e das eleições gerais”.

“A Escócia tem muitos símbolos nacionais – kilts, gaitas, tartã, whisky, golfe – que ajudam a diferenciá-la do resto do Reino Unido”, completou Bath, que pôs em dúvida que a popularidade dos nacionalistas se mantenha uma vez que recebam novas competências prometidas por Londres.

“Veremos se a popularidade se mantém em alta enquanto tiverem a responsabilidade de determinar os impostos”, afirmou. (AFP)

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