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Costa aposta tudo nos contactos de rua. E diz que líder do PSD é “prisioneiro do passado”

(D.R)
(D.R)

Socialistas animados centram a caravana mais a norte. Costa diz que troika só sai do país quando Passos deixar o governo.

O ânimo é evidentemente outro na sede do PS e na direção da campanha socialista, depois do frente-a–frente de quarta-feira entre António Costa e Pedro Passos Coelho.

As sondagens e sucessivos problemas a atrapalharem a comunicação do partido estavam a alarmar o corpo dirigente do partido, mas a prestação do secretário-geral do PS no debate fez inverter a situação.

A estratégia geral, no entanto, não mudará. António Costa está no essencial a fazer uma campanha de quase porta-a-porta, percorrendo o país de lés a lés – hoje irá ao Funchal – e procurando sempre os sítios onde se concentrem mais eleitores. “Rua, rua, rua, muita rua”, reafirmava ao DN um responsável da campanha.

Na convicção do estado-maior da campanha do PS, é duvidoso agora que a coligação PSD-CDS continue a insistir fortemente em associar Costa a Sócrates, apresentando-o como seu herdeiro natural (“desta vez o programa [do PS] não tem as obras faraónicas do engenheiro José Sócrates, mas tem um programa parecido – e foi essa abordagem que conduziu o país ao desastre. Essa coerência que António Costa tem de identificação ao seu antecessor é um risco e uma aventura”, disse Passos no debate).

No frente-a-frente de quarta-feira, Costa terá arrumado o assunto de vez, ao disparar contra Passos: “O engenheiro José Sócrates está em melhores condições para debater consigo. Porque é que não vai lá a casa debater com ele? Já que tem tantas saudades…”

Logo que o debate terminou, alguns candidatos socialistas puseram-se a espalhar na internet uma fotomontagem retratando Passos Coelho de boné a entregar uma piza, lendo-se na T-shirt “I love Sócrates”. Foi também publicado em múltiplos murais com o gráfico oficial do governo (do tempo de Vítor Gaspar), mostrado por Costa no debate, em que se prova que em 2012 e 2013 a austeridade foi o dobro da pedida pela troika.

Toda a campanha está de há semanas para cá centralizada exclusivamente na figura do secretário–geral do partido – e assim continuará até ao fim. Costa partilhará quando muito algum protagonismo nos outdoors com os cabeças de lista dos vários círculos.

O líder socialista tem mais três frente-a-frentes na agenda: com Catarina Martins (dia 14, na TVI 24), com Jerónimo de Sousa (dia 16, na SIC Notícias) e com Passos Coelho (dia 17, nas rádios).

Como o tempo é de poupanças, desta vez os jornalistas que seguirem a partir da segunda quinzena de setembro a par e passo a caravana do PS já não terão ao seu dispor, como acontecia há mais de 20 anos, o famoso autocarro socialista que lhes servia de redação móvel, à americana. Geograficamente, será feita uma aposta forte a norte: Porto, Braga, Aveiro – por exemplo. Estes são, conjuntamente com Lisboa e Setúbal, distritos que representam mais de metade dos 230 deputados a eleger em 4 de outubro.

Entrevista com Europa dentro

A Europa (e a Grécia) e a justiça foram ontem dois temas com que António Costa foi confrontado na entrevista à RTP Informação, questões que quase tinham ficado de fora do debate de véspera com o presidente do PSD. E sem deixar cair as críticas mais violentas a Passos Coelho.

Quando questionado sobre se receia que o nome de José Sócrates seja uma arma de arremesso da coligação de direita, depois do atual primeiro-ministro o ter referido várias vezes no debate, Costa não foi meigo. “O Dr. Passos Coelho é um prisioneiro do passado. Não tem nada a dizer sobre o futuro, está esgotado, o seu programa era o programa da troika”, atirou. E sublinhou que “a troika só sairá de Portugal quando Passos Coelho sair do governo”, recordando que a “grande frustração” do líder social-democrata é “não ter reduzido mais os custos do trabalho”, quando os portugueses sofreram já uma redução salarial.

Para Costa, tomando aquilo que tem sido a prática europeia e o exemplo grego, Portugal tem de retomar a “convergência” com a Europa, mas (avisou) “não se relança a economia com mais austeridade, relança-se devolvendo às famílias os seus rendimentos e criando condições para que as empresas possam investir”.

Com vários apartes ao jornalista Vítor Gonçalves (“está aqui como porta-voz de Passos Coelho”, repetiu Costa em diferentes momentos), o líder socialista não escondeu que “estamos melhor do que há um ano, mas não estamos melhor do que há quatro”. E recordou que, “no final do ano” de 2015, Portugal terá um “produto interno bruto [PIB] idêntico a 2001, 2002”, concluindo: “Andámos 13 anos para trás.”

Como no desemprego, em que notou que o “problema” do país “é que a melhoria da nossa taxa só dá duas más notícias: há menos emprego (…) e o que diminuiu muito foi a população ativa”.

A grande diferença com a coligação PSD-CDS, afirmou Costa, é que o PS “fez as contas”. “Os outros não apresentaram contas e falharam as contas na sua governação.” (DN)

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