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Moçambique: PRM com pistas dos assassinos do jornalistas Paulo Machava

Maputo – A Polícia Moçambicana (PRM) diz estar na posse de informações encorajadoras que poderão levar a detenção dos assassinos do jornalista Paulo Machava, ocorrido em finais de Agosto, do corrente ano, quando realizava a sua habitual caminhada matinal.

BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE.( Foto: Angop)
BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE.( Foto: Angop)

“Neste momento, estamos a trabalhar a nível de uma informação que nos encoraja a chegar aos presumíveis autores”, disse o Porta-voz da corporação, Inácio João Dina, terça-feira, em Maputo, durante o habitual briefing semanal.

Questionado se já haviam suspeitos, Dina apenas limitou-se a repisar que “encoraja-nos, neste momento, a informação e indícios que temos que nos pode conduzir a neutralização dos possíveis autores deste crime macabro”.

“Estamos num bom caminho”, acrescentou Dina.

Desconhecem-se ainda as causas do assassinato de Paulo Machava, o segundo jornalista moçambicano assassinado depois de Carlos Cardoso, em 2000, quando investigava um caso de corrupção num dos maiores bancos de Moçambique.

Alguma imprensa associou a morte de Paulo Machava à marcha contra o julgamento do Castel-Branco, acusado de crime contra a segurança do Estado por ter publicado, na sua página pessoal de Facebook, uma carta de opinião crítica ao então Presidente da República, Armando Guebuza, e do editor do Mediafax, Fernando Banze, acusado de abuso de liberdade de imprensa por ter publicado a carta.

Mas os organizadores da marcha desmentiram a informação. “Paulo Machava nunca fez parte da organização da marcha contra a liberdade de expressão”, disse na altura Armando Nenane, da Associação Moçambicana de Jornalismo Judiciário (AMJJ).

Machava era um veterano da classe jornalística que iniciou a sua carreira na Rádio Moçambique (RM), onde se notabilizou num programa denominado “Onda Matinal”, que reportava o crime e os seus submundos. Mais tarde trabalhou no semanário SAVANA, onde atingiu a posição de chefe da redacção.

Machava teve uma curta passagem pelo semanário Jornal Zambeze e veio a fundar a empresa que editou o semanário “Embondeiro” e o Diário de Notícias. (Angop)

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