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Moçambique : Autoridades vão reduzir aeroportos internacionais para três

Maputo – As autoridades aeroportuárias moçambicanas pretendem reduzir, dentro em breve, os aeroportos internacionais, de oito para três, noticia nesta sexta-feira a Agência Moçambicana de Notícias (AIM).

BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE  (Foto: Angop)
BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE (Foto: Angop)

Isto significa na prática que as zonas Sul, Centro e Norte do país terão cada uma, um único aeroporto internacional.

A zona Sul será servida pelo Aeroporto Internacional de Maputo, a Centro por Beira e a Norte por Nacala. A novidade é que, entre outros, os aeroportos de Nampula, Pemba e Vilanculo, por exemplo, deixarão de receber tráfego internacional.

O propósito principal desta medida é transformar o Aeroporto Internacional de Nacala, no norte do país, inaugurado no ano passado, num centro internacional de distribuição de passageiros, que vai disputar mercado com os aeroportos de Joanesburgo, África do Sul, e de Addis Abeba, a capital etíope, para além dos aeroportos de Nairobi (Quénia) e Dar-Es-Salaam (Tanzânia).

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM), Emanuel Chaves, citado hoje pelo “Diário de Moçambique”, uma proposta nesse sentido já foi apresentada ao Governo moçambicano para efeitos de análise e aprovação, “tendo em conta que a actual situação de oito aeroportos internacionais não nos ajuda a nós mesmos”.

Falando num seminário de divulgação do Aeroporto de Nacala, quinta-feira na Feira Internacional de Maputo (FACIM), em Marracuene, província meridional de Maputo, Chaves sublinhou que a agir desta forma Moçambique não será o pioneiro.

A África do Sul e a Etiópia já viram há muito tempo as vantagens económicas de reduzir os pontos de entradas e saídas aéreas internacionais nos seus respectivos territórios.

A África do Sul, por exemplo, apesar de ser um território muito maior que Moçambique e ter um tráfego aéreo internacional de longe superior ao moçambicano, só tem três aeroportos internacionais. A Etiópia só tem um único ponto de entrada e saída via aérea.

Chaves sublinhou que a redução do número de aeroportos internacionais terá que ser compensada com a abertura de novas rotas domésticas “mais frequentes e mais baratas. Já estamos a trabalhar com a LAM (Linhas Aereas de Moçambique), por exemplo, nesse sentido”.

Mas o foco do seminário na FACIM era mesmo o recém-inaugurado Aeroporto Internacional de Nacala, que, segundo o “Diário de Moçambique”, alguns círculos de opinião entendem ser um “elefante branco”, tendo em conta que desde o ano passado até aqui pouco tráfego aéreo tem registado.

A fonte reiterou que a visão da sua empresa é de futuro. “Aquele aeroporto foi pensado para o futuro”, referiu, ajuntado que aquela região nortenha do país tem muitas potencialidades de desenvolvimento, nomeadamente com a conclusão da construção do porto de águas profundas para o escoamento do carvão de Moatize, província central de Tete.

Chaves também referiu que ao redor do aeroporto de Nacala vai ser erguida uma cidadela aeroportuária com hotéis, hospitais, escolas, entrepostos industriais, à semelhança do que acontece com grandes aeroportos internacionais pelo mundo fora. (portalangop.co.ao)

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