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Fermat prevê abrir 14 novos postos de venda até 2020

(EXPANSAO)
(EXPANSAO)

Contas feitas, o investimento global da empresa na abertura destes 14 novos pontos de venda será de cerca de 10,5 mil milhões Kz, podendo vir os mesmos a garantir 1.050 empregos directos e 700 indirectos.

A Fermat, empresa de direito angolano especializada na venda de equipamentos e materiais de construção, prevê a abertura de 14 novos postos de vendas, em diversas províncias do País, até ao final de 2020.

Em entrevista ao Expansão, o director-geral da Fermat, Carlos Afonso, precisou que, em média, cada espaço de venda implicará um investimento de cerca de 750 milhões Kz, prevendo gerar, cada um deles, cerca de 75 postos de trabalho directos e 50 indirectos.

Contas feitas, o investimento global da Fermat na abertura de 14 novos pontos de venda será de cerca de 10,5 mil milhões Kz, podendo vir os mesmos a garantir 1.050 empregos directos e 700 indirectos. Carlos Afonso fez saber que a abertura dos novos postos de venda se enquadra no plano de expansão da empresa pelo País, apontando como prioridades as províncias de Luanda, Benguela (Lobito) e Uíge.

“O nosso plano de expansão prevê a abertura de lojas nas províncias a partir de 2017”, explicou. Actualmente, a Fermat opera em Angola (desde 2004) e em Portugal, através da Mondego Trading, com 150 trabalhadores, sendo que 50 destes estão no País.

Questionado sobre a capacidade de stock da empresa, o gestor referiu que, neste momento, a Fermat conta com um centro logístico com cerca de 10 mil m2, prevendo-se que venha a ser alargado, dada a perspectiva da abertura de novos postos de vendas.

A empresa comercializa produtos para canalização, carpintaria, construção, cozinhas, decoração de lar, ferragens, iluminação, máquinas, jardinagem, pintura e segurança, provenientes de países como Alemanha, Espanha, Itália, França e Portugal. A carteira de clientes da instituição é constituída por empresas públicas e privadas, assim como particulares.

Crise de divisas afecta a empresa

Segundo Carlos Afonso, uma das principais dificuldades com que a Fermat se debate actualmente prende-se com a escassez de divisas no mercado que, como disse, está a interferir na importação de produtos, assim como no cumprimento dos compromissos financeiros assumidos com os fornecedores.

“O cenário actual da economia angolana tem causado algumas dificuldades no relacionamento com os fornecedores, nomeadamente no que se refere à importação de produtos, pelas dificuldades acrescidas nos processos de licenciamento, e, de igual forma, no cumprimento dos compromissos financeiros assumidos com os nossos parceiros, pela dificuldade de divisas que se sente no mercado”, lamentou.

Sobre a facturação obtida em 2014, o director-geral da Fermat escusou-se a entrar em detalhes, limitando-se a afirmar que a empresa obteve um crescimento de 40%. Referindo-se às perspectivas para o ano em curso, o gestor disse que “as condicionantes actuais do mercado” levam a prever um abrandamento da actividade da empresa, no segundo trimestre, na ordem dos 20%. (expansao.co.ao)

por Eunice Sebastião

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