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Activistas angolanos protestam em Luanda contra “prisões arbitrárias”

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Adolfo Campos (centro), um dos membros do Movimento Revolucionário (DW)
Adolfo Campos (centro), um dos membros do Movimento Revolucionário (DW)

O Movimento Revolucionário agendou para 29 de Julho, na capital angolana, uma manifestação para denunciar “detenções arbitrárias” e “perseguições políticas”. E exigem a libertação dos activistas detidos recentemente.

Activistas do designado Movimento Revolucionário puseram em marcha uma campanha de recolha de assinaturas, que será entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Presidência angolana. Os subscritores do abaixo-assinado manifestam “total descontentamento” pela detenção de 15 activistas, a 13 de Junho, e exigem a libertação imediata dos detidos.

Além disso, os activistas enviaram esta terça-feira (14.07) uma carta ao Governo Provincial de Luanda a dar conta da realização de uma manifestação, no próximo dia 29 de Julho, para exigir a libertação dos 15 activistas acusados pela PGR de planearem um golpe de Estado contra o Presidente angolano e o seu Governo.

“Pedimos a libertação imediata de todos os activistas que foram acusados de estar a preparar um golpe de Estado porque é uma mentira que nós, activistas, não podemos aceitar”, anunciou Adolfo Campos, do Movimento Revolucionário.

Sob o lema “Chega de prisões arbitrárias e perseguições políticas em Angola”, o protesto está marcado para as 15:00 locais, no Largo da Independência, no centro da capital.

“Angolanos unidos”

Adolfo Campos faz um apelo aos angolanos e a todos aqueles que se consideram vítimas da governação do Presidente José Eduardo dos Santos. “Espero que todos os angolanos estejam unidos neste momento. Esta luta não é só pelos que estao detidos, mas sim pelas nossas próprias vidas”, defende. Por isso, o jovem activista quer ver os angolanos juntos, no próximo dia 29, no “combate a este regime maquiavélico”.

Questionado sobre se os activistas não temem que esta manifestação volte a ser novamente repelida pelas forças de segurança, à semelhança das anteriores, Adolfo Campos garante que os membros do Movimento Revolucionário estão “dispostos a morrer pela defesa da democracia e pelo derrube da tirania” em Angola.

“Nunca tivemos medo do regime angolano. Crescemos na guerra. Foi José Eduardo dos Santos que nos habituou assim, porque é um Presidente que nunca criou estabilidade no país, sempre criou instabilidade”, critica o activista.

“Não tememos pelas nossas vidas porque neste país podemos morrer em qualquer circunstância, até por paludismo. Por isso não temos por que temer”, conclui.

Pedido de “habeas corpus”

Walter Tondela, o advogado que defende os activistas acusados pela PGR de pretenderem derrubar o Presidente José Eduardo dos Santos e o seu Governo, interpôs, esta segunda-feira (13.07), ao Tribunal Supremo, um pedido de “habeas corpus”.

O advogado pede a libertação dos activistas por considerar que não existem provas que consubstanciam as acusações contra eles e porque há várias ilegalidades processuais. Walter Tondela espera que o Tribunal Supremo possa responder num prazo mínimo de 45 dias. “Já passaram mais de 20 dias e, ainda assim, não se sabe de que lei se estão a socorrer”, explica. (dw.de)

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