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Juncker está “desapontado” com a Grécia

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Jean-Claude Juncker (D.R)
Jean-Claude Juncker (D.R)

A porta-voz de Jean-Claude Juncker, Annika Breidthardt garantiu que os credores nunca pediram cortes de salários, nem de pensões.

O presidente da Comissão Europeia fez saber que está “desapontado” com o andamento das negociações com Atenas. Hoje, a porta-voz de Jean-Claude Juncker, Annika Breidthardt garantiu que os credores nunca pediram cortes de salários, nem de pensões.

“A remodelação é sobre a eliminação progressiva de reforma antecipada. Sobre o aumento da idade a aposentação. Sobre a eliminação de incentivos incorrectos para a reforma antecipada. É também sobre a forma de tornar o sistema de pensões grego financeiramente sustentável a longo prazo e eficiente, por exemplo juntando todos os modelos que estão disponíveis”, esclareceu a porta-voz.

“As instituições, de acordo com avaliações recentes, concluíram que a reforma das pensões deve render cerca de 1% o PIB por ano. A sugestão das autoridades gregas é de 71 milhões de euros, em 2016. Isto é menos de 0,4 por cento do PIB”, disse Annika Breidthardt, acrescentando que o governo grego também está a passar uma ideia errada sobre a reforma salarial exigida pelos credores.

Não é verdade que as instituições esteja a pedir novos cortes nos salários. Eles estão a pedir uma modernização da tabela salarial, no sector público, num modelo neutro, do ponto de vista orçamental e para a preservação das práticas salariais, no sector privado, em linha com as melhores práticas salariais e também tendo em mente o elevado nível de desemprego na Grécia”, afirmou.

Em matéria de salários, a recomendação é semelhante à que é dirigida a Portugal, considerando-se que “devem crescer em linha com a produtividade e as necessidade de competitividade da economia”.

Bruxelas critica ainda “o sistema do IVA muito fragmentado”, esperando que “todos concorde que é simultaneamente necessário e útil que se melhore a colecta de IVA”.

Atenas tem duas semanas até o prazo do resgate actual expirar e tem antes disso que fechar um acordo com os credores, para solucionar problemas de liquidez. A reunião do eurogrupo, marcada para dia 18, é tida como decisiva. Ainda este mês, a Grécia têm de devolver 1600 milhões de euros ao FMI, que resultam da aglutinação de todas as devoluções de junho. (dn.pt)

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