40 anos: Angola caminha para democracia sólida e promissora

Pretória – Angola é um país que continua a caminhar para a construção de uma democracia sólida e promissora, afirmou a embaixadora na África do Sul, Josefina Pitra Diakité, em entrevista exclusiva à Angop, na cidade de Pretória.

Embaixadora de Angola na África do Sul, Josefina Pitra Diakité (Foto:Falcão De Lucas
Embaixadora de Angola na África do Sul, Josefina Pitra Diakité (Foto:Falcão De Lucas

Interrogada sobre o percurso da democracia em Angola como ganho dos 40 anos de independência, a diplomata precisou que a conquista da liberdade (11 de Novembro de 1975) trouxe consigo “uma grande dose de democracia” para o povo angolano.

Ao caracterizar o momento que o país vive, sublinhou que “a paz e estabilidade são condições essenciais para o desenvolvimento da democracia, do Estado de direito e também para a promoção dos direitos humanos”.

Referindo-se ao contexto de guerra vivida no país, mencionou a inexistência de condições, na altura, para falar-se numa democracia aberta e moderna, ao contrário do que se assiste actualmente.

Josefina Pitra Diakité recordou que a constituição do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (1997) “foi um exemplo incrível de democracia e de tolerância porque existia um governo em que participavam elementos do MPLA e da Unita” e o  funcionamento do parlamento num clima de guerra levada a cabo por esta, na altura “movimento militarizado a combater o governo” , saído de eleições consideradas livres e justas pela comunidade internacional.

“Era um exercício que considero de democracia e tolerância para o bem da paz e estabilidade nacional.  Evoluímos assim uma vez terminada a guerra e obtida a paz e agora nos vemos numa convivência saudável entre as forças políticas do país”, ressaltou a embaixadora.

Salientou que, na sequência da conquista da paz, aquele movimento armado (Unita) foi transformado em partido político e  assistiu-se à integração de elementos, a todos os níveis, na sociedade, nas Forças Armadas Angolanas e no Executivo.
Segundo a diplomata, testemunhou-se ainda um jogo político com base na legislação que também evoluiu, “uma legislação que congrega e serve de base ao desempenho de todas as forças políticas, do Executivo e da sociedade em geral”.

Tal, na sua opinião, colocou Angola no bom caminho, no processo democrático, na sua condição de país novo e moderno neste sentido (da democracia).

“Em Angola as pessoas são livres de falar e de se exprimir, os mídias evoluíram de forma satisfatória, pois temos jornais oficiais, públicos e privados onde cada um deles se expressa no sentido que melhor achar, em função da sua forma de pensar”, frisou. (portalangop.co.ao)

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