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Portugal-Itália, 1-0: Jogo a “feijões” acaba com “seca” de 40 anos

(DR)
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A seleção portuguesa de futebol acabou esta terça-feira com uma “seca” de quase 40 anos e 11 jogos sem vencer a Itália. Num jogo a “feijões”, em Genebra, Portugal bateu a formação transalpina, por 1-0.

Um golo de Éder, o seu primeiro à 18.ª internacionalização “AA”, aos 52 minutos, depois de uma assistência de Ricardo Quaresma, selou o triunfo do conjunto de Fernando Santos, que soma a sexta vitória, todas pela margem mínima, em oito jogos à frente da Seleção.

Portugal somou apenas o quinto triunfo em 25 duelos com a “squadra azzura” e o primeiro desde 22 de dezembro de 1976, dia em que venceu em Lisboa por 2-1, também num particular, graçasm na altura, a um “bis” do benfiquista Tamagnini Nené.

A seleção portuguesa de futebol fechou assim a temporada 2014/15 dias depois de ter conseguido ficar mais perto do Euro2016 com uma vitória a sério na Arménia. Cristiano Ronaldo foi o herói no sábado, ao assinar um “hat-trick”, mas acabou dispensado de forma algo controversa para esta partida na Suíça onde era o cabeça de cartaz

Depois da “escandalosa” derrota com a Albânia no arranque do apuramento para o Euro2016, ainda sob o comando de Paulo Bento, Portugal viveu uma pequena “revolução”. Deu-se uma troca de selecionadores. Entrou Fernando Santos e regressaram alguns jogadores que não agradavam ao anterior selecionador.

Vitórias na Dinamarca, na receção à Sérvia e nos dois duelos com a Arménia, deixaram a seleção nacional, com um estilo mais pragmático — todos os triunfos na era Fernando Santos foram pela margem mínima —, no topo da classificação do Grupo I, com dois pontos de vantagem sobre a Dinamarca, segundo classificado, e cinco sobre a Albânia, que é terceira com menos um jogo.

Para este “teste” com a Itália, havia várias novidades em perspetiva. Com um total de seis alterações no “onze” em relação ao jogo com a Arménia, incluindo as entradas de Varela e Danilo, Portugal demorou algum tempo a entrar no jogo e “abusou” de Ricardo Quaresma na ala direita.

O extremo cedo teve a responsabilidade de pegar no jogo ofensivo da seleção, mas quase tudo lhe saía mal, tanto que a Itália esteve perto de marcar devido a um erro do jogador do FC Porto.

Depois de tirar a bola a Quaresma em zona proibida, Bertolacci ficou em boa posição para dar vantagem aos transalpinos, mas acabou por falhar o alvo.

Após perder Fábio Coentrão, que regressou ao lado esquerdo da defesa, devido a lesão (foi rendido por Eliseu aos 24 minutos), Portugal voltou a estar perto de ficar em desvantagem, desta vez com El Shaarawy também a falhar por centímetros a baliza que entregue desta feita a Beto.

A partir daí, Portugal cresceu na partida, sobretudo após uma lance em Varela esteve muito perto de marcar, devido a um erro do guarda-redes italiano.

Com a bola nos pés, Sirigu deixou-se desarmar por Eder na pequena área, o avançado do Sporting de Braga assistiu Varela que, com a baliza deserta, atirou fraco, dando tempo a Ranocchia pudesse cortar em cima da linha de golo.

Mesmo assim, este lance fez acordar a seleção portuguesa, que manteve o controlo da partida até ao intervalo e voltou a estar perto de inaugurar o marcador, desta vez com a Moutinho a atirar para boa defesa do guarda-redes italiano.

Portugal regressou para a segunda parte com Cedric e Adrien no ‘onze’, nos lugares dos ‘apagados’ Vieirinha e Tiago, respetivamente, e apanhou um valente susto quando Immobile acertou no poste.

Contudo, praticamente na jogada seguinte, aos 52 minutos, Portugal chegou à vantagem através de Éder, que ‘fuzilou’ Sirigu após excelente centro de Quaresma na esquerda.

Portugal ficou dono e senhor do jogo, sobretudo devido a Adrien, que deu nova vida ao meio campo luso, e criou várias oportunidades para dilatar a vantagem, mas tanto Eder, como Moutinho e Varela falharam no momento decisivo.

Nos minutos finais, a Itália arriscou mais e empurrou Portugal para a sua área, tendo nessa altura entrando Beto em “cena”. O guarda-redes do Sevilha, com duas grandes defesas, impediu que a “squadra azzurra” alcançasse a igualdade e acabou por ser determinante no triunfo luso.

Época de revolução na Seleção acaba em grande

Após um Mundial2014 para esquecer, a Federação Portuguesa de Futebol aguentou a estrutura técnica liderada por Paulo Bento e iniciou a temporada com a receção à Albânia, em jogo qualificação para o Euro2016.

No Estádio de Aveiro, a 07 de setembro, Portugal viveu uma das noites mais negativa da sua história recente ao ‘cair’ perante os albaneses, que graças a um golo de Balaj, aos 52 minutos, que festejaram pela primeira vez uma vitória sobre a seleção lusa.

Numa posição já frágil depois da participação no Campeonato do Mundo, em que Portugal não passou da fase de grupos e viveu alguns casos polémicos, Paulo Bento não ‘sobreviveu’ à derrota com e abandonou o cargo de selecionador.

Logo no arranque da qualificação para o Euro2016, a seleção lusa acabou por sofrer uma revolução, que passou pela entrada do técnico Fernando Santos, mas também pelo regresso de jogadores como Ricardo Carvalho, Bosingwa, Tiago, Danny e Ricardo Quaresma.

Na estreia do novo selecionador, a 11 de outubro, Portugal até perdeu com a França, por 2-1, num particular em Paris, mas três dias depois relançou a candidatura ao apuramento para o Europeu com uma valiosa e saborosa perante a Dinamarca (1-0).

Em Copenhaga, quando já era quase certo o nulo, Cristiano Ronaldo subiu nos meio dos centrais rivais, após centro de Quaresma, aos 90+5 minutos, e deu o triunfo à ‘formação das quinas’.

Um mês depois, o capitão da seleção portuguesa voltou a ser decisivo, desta vez perante a Arménia, em novo triunfo por 1-0.

No Estádio Algarve, Ronaldo marcou aos 72 minutos e deu a segunda vitória a Portugal, que segue no segundo lugar do Grupo I. Nesse jogo, o avançado do Real Madrid tornou-se no melhor marcador de sempre da história dos Europeus, com 23 golos, contando com qualificações e fases finais.

Três dias depois, a seleção lusa deslocou-se a Manchester para defrontar a Argentina, num particular envolvido no duelo Ronaldo-Messi, mas acabou por o jovem Raphael Guerreiro a ‘estrela’ da partida, ao dar marcar o único golo da partida, aos 90+2 minutos.

Apesar de uns últimos meses conturbados, Portugal acabou o ano de 2014 com o apuramento relançado e com um triunfo por 1-0 a Argentina, umas das seleções históricas do futebol mundial.

Com a liderança tão perto, Portugal aproveitou a oportunidade e assumiu o comando do Grupo I com uma vitória sobre a Sérvia, por 2-1, com Fernando Santos a ver o jogo no camarote, por estar a cumprir castigo imposto pela FIFA, ainda por causa de um incidente quando liderava a Grécia.

No Estádio da Luz, Ricardo Carvalho abriu a contagem aos 10 minutos e tornou-se, aos 37 anos, no jogador mais velho a marcar um golo pela seleção nacional. Nos festejos acabou por se lesionar e teve que sair pouco depois. O ex-benfiquista Matic ainda fez o empate, aos 61, mas praticamente na jogada seguinte, aos 63, Fábio Coentrão carimbou a vitória e a liderança.

Dois dias depois, Portugal foi surpreendido por Cabo Verde, num particular que decorreu no Estoril e que teve contornos pouco habituais.

Por não cumprir a regra das 72 horas de diferença entre os dois jogos, a seleção lusa apresentou-se na Amoreira com um ‘onze’ completamente remodelado e recheado de estreantes, acabando por cair por 2-0 perante o rival africano, que festejou a primeira vitória de sempre sobre Portugal. (euronews.com)

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