Huíla: Mortes maternas por malária e hemorragias lideram gráfico

Pacientes na Maternidade do Lubango (Foto: Morais Silva)
Pacientes na Maternidade do Lubango (Foto: Morais Silva)

Pelo menos 200 mortes maternas são registadas todos os anos na Maternidade Central do Lubango “Irene Neto”, tendo como principais causas hemorragias e a malária, informou hoje, quinta-feira, o seu director, Flávio Hilário.

Em declarações à Angop, o médico considerou a situação de preocupante na maternidade onde são realizados uma média diária de 60 partos, com mortes maternas directas ligadas a gravidez e ao parto.

Afirmou que as hemorragias lideram o gráfico, porque uma grande franja da população opta por dar à luz em casa, com assistência de um parente próximo ou parteira tradicional, e quando a surgem as complicações nem sempre chegam a tempo as unidades sanitárias.

Sem avançar números concretos, Flávio Hilário fez saber que com relação às mortes maternas indirectas, a malária lidera o gráfico de ocorrências, considerando a taxa de natalidade nesta unidade alta, devido a significativa redução da morbi-mortalidade neonatal.

A Maternidade “Irene Neto” tem uma capacidade de 300 camas. Uma nova maternidade está a ser construída pelo Governo da Huíla desde 2012 na centralidade da Eywa, devendo as obras terminarem no final deste ano. (portalangop.co.ao)

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