Desvios nos vistos gold podem chegar aos 50 milhões

Euros (DR)
Euros (DR)

A crise financeira dos últimos quatro anos foi o impulso para que o combate à corrupção ganhasse um novo alento em Portugal. E o resultado está à vista.

O semanário SOL conversou com alguns especialistas e agentes de setor e a opinião parece ser unânime: a crise obrigou a que a investigação à corrupção fosse mais assertiva e eficaz, graças também à exigência feita pela opinião pública.

A recente atuação da justiça permitiu desmantelar redes e esquemas que operavam no seio da Administração Pública e que, até hoje, eram apenas associados a “autarquias e juntas de freguesia”, realça Carlos Pimenta, do Observatório de Economia e Gestão de Fraude.

Mas a verdade é que a questão da corrupção é bem mais abrangente e mais grave. Para Luís Sousa, investigador da Universidade de Lisboa, “o plano de prevenção de risco do SEF não precisa os riscos ligados à atribuição dos vitos gold”, algo que espelha o afastamento dos planos de combate à corrupção com a realidade.

“Mantendo os pressupostos do estudo de 2008 relativamente à incidência da corrupção sobre o volume de investimento público, no caso da prestação de serviços dos vistos gold, o que me parece razoável, estimo que as ‘luvas’ envolvidas no processo rondaram os 50 milhões de euros”, disse Rui Teixeira dos Santos, investigador e autor do estudo ‘Economia Política da Corrupção’.

O cálculo usado por Teixeira dos Santos teve por base o facto de que – segundo algumas sondagens – 5% do investimento público é desviado para ‘luvas’, percentagem que acredita que terá sido desviada dos mais de mil milhões de euros trazidos pelos vistos gold. (noticiasaominuto.com)

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