Strauss-Kahn deve ser absolvido da acusação de proxenetismo

A gravata cor de rosa de Dominique Strauss-Kahn foi interpretada como um sinal de otimismo sobre a conclusão do julgamento. (REUTERS/Pascal Rossignol)
A gravata cor de rosa de Dominique Strauss-Kahn foi interpretada como um sinal de otimismo sobre a conclusão do julgamento.
(REUTERS/Pascal Rossignol)

As audiências do processo em que o ex-director do FMI Dominique Strauss-Kahn é acusado de explorar uma rede de prostituição no norte da França, junto com outros 13 réus, terminam nesta sexta-feira (13) com um sabor de vitória para os advogados da defesa. A tendência é de que Strauss-Kahn seja absolvido da acusação de “proxenetismo com agravante de grupo organizado”.

Strauss-Kahn encerrou nessa quinta-feira (12) três dias de depoimentos que escancararam sua vida íntima. Apesar do constrangimento de ter suas preferenciais sexuais reveladas no tribunal, ele não se desestabilizou em nenhum momento. Desde o primeiro dia das audiências, Strauss-Kahn negou ter cometido qualquer crime ou delito. O economista assumiu com franqueza que há décadas pratica a libertinagem e sessões de sexo em grupo por divertimento.

Para ser condenado por proxenetismo, a acusação teria que provar que Strauss-Kahn sabia que as mulheres que participavam das orgias com ele eram prostitutas e, por consequência, as relações sexuais eram pagas. Nenhuma mulher declarou aos juízes ter recebido dinheiro directamente das mãos de Strauss-Kahn. Elas eram remuneradas pelos amigos dele.

Detalhes sórdidos

Strauss-Kahn encarou, sem vacilar, os momentos mais sórdidos do processo. Mulheres relataram que ele se comportava com brutalidade na cama. Impunha o sexo anal sem perguntar se elas estavam de acordo com essa prática. Pela falta de pudor com que ele tratava as garotas de programa, duas depoentes declararam ter convicção que ele sabia que elas eram prostitutas. Mas convicção não é prova e há um certo consenso entre juristas que Strauss-Kahn pode ser absolvido.

A imprensa acredita ter notado um outro sinal de optimismo. Nos dois primeiros dias de depoimento, Strauss-Kahn usou gravatas escuras. Ontem, em sua última participação, ele exibiu uma gravata cor de rosa.

Os juízes divulgarão suas requisições na terça-feira (17). Se for condenado por “proxenetismo com agravante de grupo organizado”, Strauss-Kahn poderá pegar até 10 anos de prisão. O crime também prevê multa de até € 1,5 milhão de euros. (rfi.fr)

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