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Sócrates diz que só “diligenciou” a favor do Grupo Lena “vários anos depois de ter saído do governo”

(FOTO ALBERTO FRIAS)
(FOTO ALBERTO FRIAS)

Numa entrevista à SIC, dada por escrito a partir da prisão, o ex-primeiro-ministro nega que tenha favorecido, enquanto esteve no Governo, o Grupo Lena ou as empresas do seu amigo Carlos Santos Silva.

É a sexta vez que José Sócrates fala em discurso direto a partir do estabelecimento prisional de Évora, onde se encontra desde 24 de novembro, há mais de dois meses. Mas é a primeira vez que aborda diretamente as suspeitas do Ministério Público na Operação Marquês sobre um eventual favorecimento a troco de dinheiro ao Grupo Lena, um conglomerado de empresas de construção civil e obras públicas ligado ao seu amigo Carlos Santos Silva, que, tal como o ex-primeiro-ministro, está indiciado por corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, e que, também tal como ele, está em prisão preventiva.

Na entrevista divulgada esta terça-feira no Jornal da Noite da SIC, e concedida à estação de Carnaxide por escrito a partir da cadeia de Évora, Sócrates é perentório: “Nunca, em nenhuma circunstância, durante todo o tempo em que exerci funções governativas, tomei qualquer iniciativa, diretamente ou através de terceiros, para favorecer as empresas do Grupo Lena ou do meu amigo Carlos Santos Silva. Não tenho nada que ver com a vida empresarial dele, ele nunca me pediu nada enquanto fui membro do Governo”.

No entanto, e apesar de sublinhar que a “relação fraterna” com Santos Silva “é pessoal, não é profissional”, o ex-primeiro-ministro reconhece que intercedeu em favor do Grupo Lena em setembro de 2014 num telefonema para o vice-presidente de Angola (e que está incluído nas escutas da Operação Marquês). “É verdade que, já neste último verão, vários anos depois de ter saído do governo, num almoço com o meu amigo Carlos Santos Silva e um dos administradores do Grupo Lena, foi-me perguntado e pedido se podia diligenciar para que essa empresa fosse recebida pelo senhor vice-presidente de Angola. Acedi ao pedido por mera simpatia e fiz esse contacto com gosto, sem nenhum interesse que não fosse ajudar uma empresa portuguesa, como, aliás, fiz com outras”. (expresso.sapo.pt)

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