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Situação política na Venezuela preocupa vizinhos latino-americanos

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Mitzy Ledezma (C), esposa do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, participa de manifestação em Caracas em 20 de fevereiro (Foto de Juan Barreto/AFP)
Mitzy Ledezma (C), esposa do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, participa de manifestação em Caracas em 20 de fevereiro (Foto de Juan Barreto/AFP)

Governos e organismos latino-americanos manifestaram sua preocupação, nesta sexta-feira, com a situação política na Venezuela, depois da detenção do prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, acusado de promover um golpe de Estado.

Em nota divulgada na quinta à noite, o Itamaraty declarou que “acompanha com grande preocupação a evolução da situação na Venezuela” e instou “todos os atores envolvidos a trabalhar pela paz e pela manutenção da democracia”.

Sem mencionar directamente a detenção de Ledezma, a nota do Ministério das Relações Exteriores acrescenta que “o Brasil reitera seu compromisso em contribuir, sempre que solicitado, para a retomada do diálogo político amplo e construtivo na Venezuela”.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse esperar que “os direitos dos opositores sejam respeitados”.

“No caso do prefeito Antonio Ledezma, esperamos que conte com todas as garantias para um devido processo”, acrescentou Santos.

“Os últimos acontecimentos nos preocupam, é claro. Manifestamos, em público e em privado, nosso desejo de que os direitos dos opositores sejam respeitados e pedimos, inclusive, a liberdade de Leopoldo López [outro líder da oposição, detido há um ano]”, continuou o presidente colombiano.

O governo chileno também se pronunciou sobre o assunto.

“Sem dúvida, existe preocupação, porque o quadro de polarização na Venezuela pode ser um obstáculo significativo para o diálogo entre governo e oposição”, declarou o porta-voz do governo chileno, Alvaro Elizalde.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, declarou que a detenção de Ledezma “provocou um forte alarme pela forma como foi realizada”.

Insulza destacou ainda “a necessidade de que sejam esclarecidas as denúncias sobre tentativas de rompimento da institucionalidade democrática e se respeitem as garantias do devido processo”.

Na Argentina, o prefeito de Buenos Aires e candidato da oposição à presidência, Mauricio Macri, considerou a prisão “inaceitável”.

Mais cedo, o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, havia dito que uma comissão do organismo, composta pelos chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador, prepara uma visita à Venezuela. O objectivo é convocar uma reunião extraordinária sobre o quadro actual no país.

Já o Ministério cubano das Relações Exteriores manifestou “sua invariável solidariedade e apoio ao povo e ao Governo da República Bolivariana da Venezuela e a seu legítimo Presidente Nicolás Maduro Moros, frente à recente tentativa de golpe de Estado, aos planos de atentado e às conspirações posteriormente denunciadas”. (afp.com)

 

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