Relações entre Angola e Cuba estão cimentadas – Roberto de Almeida

Roberto de Almeida - Vice Presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)
Roberto de Almeida – Vice Presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)

As relações entre Angola e Cuba estão cimentadas no combate fraterno contra os invasores de Angola, na altura que se recebeu uma contribuição inestimável do povo cubano dirigido por Fidel Castro, e essa amizade e solidariedade foram moldadas na prática.

Esta afirmação é do Vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, em declarações a Angop, no decorrer de uma homenagem levada a cabo terça-feira, pela embaixada de Cuba às instituições angolanas que contribuíram para a libertação dos Cinco Heróis presos nos Estados Unidos durante 16 anos.

De acordo com o dirigente partidário, as relações de amizade entre os dois povos permanecem até a actualidade e continuam a se fortalecer nos vários domínios, sendo que, com esta vitória do povo cubano, que foi a libertação dos cinco cidadãos presos nos Estados Unidos, as mesmas vão continuar com mais solidariedade, entendimento e fortalecimento em todos os domínios.

“ Neste contexto, a cooperação também vai fazer a sua parte porque temos recebido também contribuição de vários técnicos cubanos em diversos domínios, com destaque para a saúde, educação , construção, entre outras”, referiu.

Roberto de Almeida realçou que Cuba tem sido útil em todas as áreas da ciência e conhecimento para Angola, advogando a necessidade de se reforçar a cooperação nos domínios da agricultura e indústria mineira.

Frisou que a experiência de Cuba vai continuar a ser útil para todos os angolanos, quer a nível do governo como dos partidos e nas relações entre os dois povos.

O vice-presidente do MPLA reiterou, na ocasião, que o partido no poder em Angola vai continuar a lutar quer através das organizações sociais como outras instituições na lutar contra o bloqueio económico imposto contra Cuba, há mais de 50 anos.

Entretanto, o deputado a Assembleia Nacional, Armando da Cruz Neto, considerou um feito histórico a libertação dos cinco cidadãos cubanos , graças ao esforço realizado tanto pelo governo desse país caribenho, assim como pela comunidade internacional que mostrou-se solidário por esta causa.

Na ocasião, considerou que as relações entre Angola e Cuba são históricas, estão fortalecidas e o grande desejo das autoridades angolanas é torná-las mais fortes.

Por seu turno, a secretaria nacional da Organização da Mulher Angolana, Luzia Inglês, referiu que foi com grande alegria que recebeu a notícia da libertação dos cinco cidadãos presos há mais de uma década.

“ Para nós, foi um estremecer de corações como mulheres, mães ao saber que eles também são filhos de mulheres como nós que sofrerão em Cuba pela prisão de seus filhos e, como mães, sabemos que dois desses filhos estiveram cá em Angola a trabalhar pela defesa da nossa integridade territorial”, sublinhou.

De acordo com a dirigente da maior organização feminina no país , um dos cinco cubanos que estiveram presos nos Estados Unidos da América cumpriu missão militar em Angola, facto que não se pode deixar de reconhecer.

“ Nós unimos a voz de pedido de ajuda e solidariedade para a liberdade desses irmãos e não medimos esforços para fazê-lo. Nós organizamos algumas actividades em conjunto com a embaixada cubana em Angola, assim como dentro da nossa organização feminina pusemos livros para recolha de assinaturas em prol da libertação desses cidadãos”, explicou.

Os cinco cidadãos cubanos presos nos Estados Unidos da América, durante 16 anos, foram libertados no dia 14 de Dezembro do ano transacto. (portalangop.co.ao)

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