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Reinaugurada fábrica de lapidação de diamantes em Luanda
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Reinaugurada fábrica de lapidação de diamantes em Luanda

PCA da Endiama, Carlos Sumbula (Dir.) e o Ministro da Geologia e Minas Francisco Queiróz Visitam a Sala de Lapidação de Diamantes (Foto: Gaspar dos Santos)

PCA da Endiama, Carlos Sumbula (Dir.) e o Ministro da Geologia e Minas Francisco Queiróz Visitam a Sala de Lapidação de Diamantes (Foto: Gaspar dos Santos)

A fábrica de lapidação de diamantes “Angola Polishing Diamonds S.A” (APD), paralisada desde 2008 devido à crise dos preços dos diamantes, reabriu hoje, em Luanda , com o objectivo de aumentar os seus níveis de rentabilidade e eficiência.

Localizada no município de Belas (Talatona), em Luanda, a fábrica, com capacidade de produção de cinco mil quilates de diamantes /mês, teve um investimento de sete milhões de dólares americanos que permitiu a sua reestruturação completa.

A fábrica, cujas obras de reabilitação estiveram a cargo de empresas angolanas, tem como principais áreas de trabalho as salas de lapidação, corte, bruting e escritórios de produção.

Completamente modernizada com maquinaria e tecnologias de ponta e acompanhada de um programa intensivo de formação de quadros nacionais, o empreendimento prevê o incremento da capacidade de processamento para 20 mil quilates/mês.

A fábrica, que terá à disposição uma loja de venda de jóias, vai agora puder lapidar 100 porcento de uma pedra contra 40 porcento anteriores.

Com 168 trabalhadores, 150 dos quais angolanos, a fábrica prevê para o futuro o aumento deste número para 400 efectivos.

Na cerimónia, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiróz, que procedeu a reinauguração do empreendimento, disse aos presentes que a reabertura da fábrica concretiza uma visão defendida a longo tempo pelo Titular do Poder Executivo, quanto a forma que se deve adoptar para exploração dos recursos naturais.

Tirar os recursos da terra e exporta-los, transferindo valor acrescentado e empregos para outras realidades sociais e económicas não é o melhor caminho para nenhum país africano que se orgulhe de ter o domínio e a soberania sobre os seus recursos naturais, pontualizou o governante angolano.

Referiu que a fábrica tem um grande potencial em termos tecnológicos e de criação de emprego, assistindo-se, por isso, a um virar de página no sentido tecnológico.

“É um grande avanço. É uma fonte importante de receitas num momento em que se assiste a uma dificuldade momentânea de escassez de receitas fiscais: Este acontecimento aparece com grande significado”, sublinhou Francisco Queiróz.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama E.P), António Carlos Sumbula, referiu que com a reestruturação da fábrica foi possível dar cumprimento às orientações do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, depois da crise que se instalou em 2008. “Por orientação do Executivo, os diamantes deveriam ser lapidados até 100 porcento no país”.

Carlos Sumbula disse que a reinauguração desta fábrica vai fazer com que toda a cadeia do diamante seja cumprida no país, desde a prospecção, exploração, comercialização, lapidação e por fim a produção de jóias.

Segundo referiu o PCA da concessionária angolana, é também orientação do Executivo fazer com que se aumente a capacidade de produção no sentido de fazer com que haja mais postos de trabalho.

Angola situa-se entre os cinco maiores produtores de diamantes do mundo em valor e entre os dez maiores produtores em quantidade.

Angola é o terceiro maior produtor de diamantes de África em quantidade e em valor, com uma produção de oito milhões de quilates, apenas ultrapassado pelo Botsuana, o maior produtor mundial com cerca de 38 milhões de quilates, e pela República Democrática do Congo, com 30 milhões de quilates.

Os dados estatísticos apontam para uma produção em torno de 8,3 milhões de quilates, com receita bruta na ordem de 1 bilião e cem milhões de dólares americanos/ano. (portalangop.com)

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