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Quadros de topo da Sonae trocam Belmiro de Azevedo por Isabel dos Santos

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Isabel dos Santos (Foto: D.R.)
Isabel dos Santos
(Foto: D.R.)

Dois quadros da Sonae, importantes no projeto de investimento da cadeia de hipermercados Continente em Angola, terão trocado, segundo o jornal Público, a Sonae pelo grupo empresarial de Isabel dos Santos, parceira estratégica do grupo português em Angola, com o Continente, e em Portugal com a NOS.

A Sonae não adianta, para já, pormenores sobre a saída de Miguel Osório e João Seabra, admitindo apenas que os dois quadros do grupo saíram “para um projeto em Angola”, sem confirmar se se trata do grupo empresarial de Isabel dos Santos, afirmando que aguardam por desenvolvimentos, e que “não foi tomada qualquer decisão em relação ao projeto” em Angola.

João Seara era o homem forte da Sonae para o projecto e deveria mudar-se para Luanda. João Seara, que está na Sonae desde 1994, esteve na génese do desenvolvimento do projecto de internacionalização da Sonae MC para Angola, e ocupava agora o cargo de director executivo para o projeto naquele país.

No verão de 2014, o primeiro hipermercado Continente em Angola já estava a ser construído, e a Condis, detida por Isabel dos Santos, era a responsável pelo braço imobiliário do projeto, que estava a edificar a infraestrutura. A parceria entre as duas empresas data de abril de 2011.

No ano passado, a Sonae insistia que não existe ainda uma data para a abertura da primeira loja, sublinhando, no entanto, que “a Sonae e a Condis estão a estudar o mercado e a analisar as oportunidades que existem para desenvolver um projeto de retalho alimentar em Angola”.

Agora, com a saída dos dois quadros para o mundo empresarial de Isabel dos Santos, para a Condis, de acordo com a notícia do Público, que fala de uma “oferta imbatível”, o projeto poderá ser abalado, uma vez que quer Osório quer Seara tinham informações “confidenciais sobre o projeto”.

O jornal revela ainda que a Sonae enviou um email a um grupo restrito de colaboradores, a informar que vai encetar “todas as medidas legais possíveis” contra os dois quadros de topo “com acesso a informações internas relevantes”, em particular sobre o projeto em Angola.

O grupo acusa-os de “decisões de extrema gravidade e deslealdade”, pelo que estão agora “suspensos ou demitidos”. Termos que poderão indiciar um forte abalo entre a Sonae e a sua parceira Isabel dos Santos, pelo menos em Angola.

Em Portugal as duas empresas repartem o controlo da empresa de telecomunicações NOS.

SONAE: QUADROS QUE SAÍRAM PARA A CONCORRÊNCIA TÊM “INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA SOBRE O PROJECTO DE ANGOLA”

Dois altos quadros da Sonae, um deles, João Seara, responsável desde o ano passado pelo projeto da empresa em Angola, e Miguel Osório também integrado no projeto, informaram a Sonae da sua saída para desempenhar funções de elevada responsabilidade num grupo de retalho em Angola. Ou seja, para um possível concorrente com o Continente naquele país africano.
Ao Dinheiro Vivo, a Sonae afirma não ter “até ao momento, confirmação formal do grupo Isabel dos Santos de que este seja o grupo de destino destes quadros”. Mas, o relevante nesta questão é que cada um deles dispõe de informações privilegiadas sobre o projeto de retalho alimentar que a Sonae queria desenvolver em Angola.

Talvez por isso, a Sonae, continue a dizer, que “quanto ao projeto Angola, a Sonae está atenta a estes desenvolvimentos e aguarda informação adicional não tendo até ao momento tomado qualquer decisão”.

Recorde-se que a Sonae tem uma parceria com a Condis, uma empresa de Isabel dos Santos, para a criação do primeiro Continente em Angola. Entretanto, têm surgido diversas notícias, dando conta da já construção das infraestruturas para o futuro hipermercado, no entanto, a Sonae nunca confirmou a existência dessas construções, garantindo sempre que “não estavam ainda reunidas as condições para avançar para aquele país”.

De sublinhar, que esta parceria se limitava apenas ao retalho alimentar, a empresa portuguesa não tinha qualquer interesse na parte imobiliária do projeto, exceto na escolha do local, que nunca foi anunciado. E tendo em conta a história do grupo nacional, será também fundamental, a escolha da liderança do projeto.

Entretanto, tal como antes se noticiou, os quadros da Sonae terão passado para o grupo empresarial de Isabel dos Santos,  que também não confirmou.

Caso se confirme a ida dos quadros para o grupo de Isabel dos Santos, ou mesmo para um outro grupo da área de retalho alimentar, fica por saber se a Sonae mantém a sua posição de apostar nesse mercado, ou se por outro lado, pensará num outro país, tendo em conta também a questão da crise do petróleo, que começa a diminuir, ou mesmo as taxas aduaneiras, que são um problema para as empresas portuguesas em Angola.

A Sonae e o grupo Isabel dos Santos tem também parceria, em Portugal na empresa de telecomunicações nacional NOS, e quanto a esta o grupo português afirma que “restringe-se ao acordo na NOS, que é uma empresa cotada com o seu quadro de governo próprio”. (dinheirovivo.pt)

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