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Putin oferece “kalashnikov” a Al Sisi antes de negociar venda de mais armas ao Egipto (vídeo)
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Putin oferece “kalashnikov” a Al Sisi antes de negociar venda de mais armas ao Egipto (vídeo)

(EURONEWS)

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A oferta de uma metralhadora “Kalashnikov” por Vladimir Putin ao general Abdelfatah al sisi é uma das imagens mais fortes que marca a primeira visita oficial do Presidente da Rússia ao Cairo em quase 10 anos. O homem forte do Kremlin foi recebido pessoalmente segunda-feira, no aeroporto da capital egípcia, pelo Presidente do Egito e esta quarta-feira fica marcada por uma reunião oficial na qual está previsto a assinatura bilateral de vários acordos comerciais e de apoio militar, em particular a compra de armas russas pelos africanos.

A noite do primeiro dia desta visita de Putin ao Egito foi passada na Casa da Opera do Cairo, onde o Presidente russo jantou na companhia do homólogo egípcio, assistindo a um espetáculo cultural sobre a historias das relações entre os dois países. Um dos momentos da noite foi o momento em que o líder do Kremlin ofereceu vários presentes a Al Sisi, entre eles um exemplar da popular AK-47, conhecida pelo nome do criador, o russo Mikhail Kalashnikov.

Neste segundo dia da visita, o presidente russo foi recebido de novo pelo homólogo egípcio no Palácio Presidencial do Cairo. Putin teve uma receção com pompa e circunstância, inclusive, com direito a um coro infantil.

Seguiu-se uma nova reunião oficial entre os dois governantes, que já se conhecem há mais de 10 anos. Deste segundo encontro eram esperadas as assinaturas bilaterais entre ministros dos respetivos governos de vários acordos comerciais e também de apoio militar, nomeadamente o intensificar da venda de armas russas ao Egito, sendo a pátria de Putin a segunda maior exportadora de armas do Mundo.

Anunciado oficialmente foi ainda o debate entre os dois presidentes de vários temas da atualidade internacional como os conflitos na Síria e no Iraque e o israelo-palestiniano. Omisso na agenda destas conversações presidenciais estava, estranhamente, o conflito separatista na Ucrânia, na qual a Rússia é apontada como um dos atores geopolíticos no leste ucraniano.

A omissão ganha maior estranheza quando ainda há poucos dias este mesmo tema ucraniano sentou à mesa, no Kremlin, o próprio Putin, a chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente francês François Hollande, seguindo-se uma conferência via telefone entre os três e o presidente ucraniano, Petro Poroshenko.

Após a derradeira reunião oficial desta quarta-feira, era esperada uma conferência de imprensa conjunto dos presidentes de Rússia e do Egito.
Pequena história da famosa AK-47

O primeiro modelo da AK-47 surgiu em 1947 e valeu ao autor o Prémio Estaline e a Ordem da Estrela Vermelha, conhecidas distinções soviéticas. Estima-se que estejam a uso cerca de 100 milhões de metralhadoras destas em todo o Mundo.

Forças militares em pelo menos 106 países estão armadas com “kalashnikovs” e, por exemplo, imagens desta arma estão presentes na própria bandeira de Moçambique e do emblema nacional da República Democrática de Timor Leste.

Alguns estudos apontam para que cerca de 250 mil pessoas morram todos os anos vítimas de uma AK-47, arma que, curiosamente, o Egipto eternizou num monumento erigido na Península do Sinai, perto de Ismaili, em memória de soldados mortos em combate. (euronews.com)

por Francisco Marques | com LUSA, REUTERS

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