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Putin age como um “tirano” e a paz na Ucrânia é apenas uma miragem longínqua
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Putin age como um “tirano” e a paz na Ucrânia é apenas uma miragem longínqua

(EURONEWS)

(EURONEWS)

Apesar das declarações de circunstância, as negociações de quarta-feira, em Minsk, nunca serão mais do que um pequeno passo na tentativa de solucionar o conflito no Leste da Ucrânia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, admitiu que se está “longe de ter encontrado a solução” para a Ucrânia. Paralelamente, o Reino Unido classificou o comportamento de Putin como o de um “tirano”.

A crise na Ucrânia dominou a agenda da conferência de Munique sobre segurança. A notícia de uma nova cimeira em Minsk foi acolhida com algum optimismo pela chefe da diplomacia europeia. Para Federica Mogherini, há unanimidade na visão de que “a única solução para esta crise é a via diplomática” e que o encontro de quarta-feira “poderá ser uma excelente oportunidade para, finalmente, começar a implementar o acordo de Minsk”, assinado em Setembro e que nunca saiu do papel.

Mas, Vladimir Putin já veio impor as suas condições. O presidente da Rússia afirma que a cimeira de Minsk só terá lugar se “até lá conseguirmos acertar posições numa série de pontos que têm sido discutidos”.

Já o chefe da diplomacia do Kremlin, Serguei Lavrov, espera que sejam tomadas “decisões importantes” na Bielorrússia, mas avisou que “a segurança de uns não pode ser alcançada à custa da segurança de outros”.

Do outro lado do Canal da Mancha, Londres não poupa críticas a Putin. Rejeitando, “neste momento”, a ideia de fornecer armas à Ucrânia, mas admitindo que a posição de Downing Street pode mudar, se as negociações fracassarem, o ministro dos Negócios Estrageiros foi claro:

“No século XXI, este senhor (o presidente russo) enviou tropas que cruzaram uma fronteira internacional e ocuparam território de outro país, agindo como um tirano dos meados do século XX. Não nos comportamos desta forma no século XXI”, avisou Philip Hammond, que ainda ameaçou Moscovo com sanções mais duras.

Angela Merkel viajou este domingo para Washington, onde Barack Obama está sob forte pressão dos republicanos, que controlam o Congresso, para enviar armas para a Ucrânia, algo que a Europa quer evitar, pelo menos para já.

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